domingo, 22 de março de 2015

Generais se posicionam a favor do impeachment de Dilma: 'Collor foi afastado por muito menos'


Imagem: Reprodução/IstoÉ
Porta-voz informal da opinião corrente no oficialato do Exército, o Clube Militar manifestou simpatia pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Representando a entidade, o primeiro vice-presidente, general da reserva Sérgio Costa de Castro, disse que os escândalos envolvendo a Petrobras geram "muita insegurança" no país e afirmou que o ex-presidente Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo "por muito menos".

"Estamos acompanhando com preocupação esse desgaste grande não só do Executivo, mas também do Legislativo. Vemos com apreensão como tudo isso vai acabar", afirmou Castro ontem ao Valor Pro, serviço de informação em tempo real do Valor. "O desgaste da presidente é enorme, é preocupante. Como é que vai governar?", disse.

Na avaliação do general, os protestos populares contra a presidente se assemelham ao momento anterior à instauração do Regime Militar em 1964. O general afastou a possibilidade de intervenção das Forças Armadas, mas ressaltou: "Estamos vivendo uma época em que tudo pode acontecer."

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Segundo o general, uma intervenção armada pode ocorrer "se houver conflito social ou ameaça de guerra civil" mas disse que "o caminho natural seria o impeachment, que é um processo político". "As Forças Armadas só vão interferir se houver conflito social, uma ameaça de guerra civil", afirmou Castro.

"E se o presidente Lula lançar o exército do Stédile contra o povo?", indagou Castro, em uma referência à declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um evento em defesa da Petrobras, de que o líder do MST poderia colocar seu "exército na rua" para defender a estatal.

O general afirmou que o Clube Militar não está participando diretamente da organização dos atos contra Dilma. A entidade tem 36 mil associados, majoritariamente militares da reserva.

O general disse que os escândalos de corrupção envolvendo políticos, investigados na Operação Lava-Jato e citados na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, são um sinal de uma crise de valores na sociedade brasileira. "Os valores estão deturpados", disse. 


Valor Econômico
Editado por Folha Política
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