terça-feira, 24 de março de 2015

Presos na Lava-jato terão marmita, ‘boi’ e banho coletivo em presídio no Paraná


Imagem: Reprodução / TV Globo
Os empresários e executivos presos da Lava-Jato passarão agora a dividir a marmita coletiva servida aos 681 presos do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Também não precisarão mais das roupas levadas por parentes: assim como os outros detentos, terão de usar o uniforme do sistema prisional. Visitas, só nos fins de semana, por duas horas, como os demais presos. O banheiro é coletivo, assim como a área de banho. Na cela, há apenas um buraco no lugar do vaso sanitário.


O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, determinou nesta segunda-feira a transferência de 12 presos da Operação Lava-Jato — entre eles o ex-diretor da estatal Renato Duque — da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para o Complexo Médico-Penal. O juiz só manteve na carceragem da PF o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que passa por atendimento psicológico, e o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, a pedido do Ministério Público Federal.

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A unidade penitenciária, a 20 quilômetros de Curitiba, recebe presos com ensino superior, acima de 60 anos e os que precisam de tratamento psiquiátrico e ambulatorial. Com a chegada dos novos presos, a capacidade foi ultrapassada em 22 pessoas.

Os 12 novos ocupantes do complexo se dividirão em quatro celas, numa área reservada. Cada cela terá três camas em alvenaria. Ao todo, são 31 enfermarias, 18 celas de segurança máxima e 104 celas coletivas, além de biblioteca e sala de aula. O prédio foi construído como um manicômio judiciário e passou a ser presídio em 1993. Lá ficou preso o ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Migule, o Bibinho, acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e peculato.

Na carceragem da PF, de onde o grupo deve sair na manhã de terça-feira, cada cela, de 12 metros quadrados, oferece uma cama beliche de cimento (dois andares) e o “boi”, vaso sanitário rente ao piso, sem divisória. Dois presos são obrigados a dormir em colchões no chão. Pelo regulamento interno, todos têm direito a uma hora diária de banho de sol.

Em 2013, dois agentes foram reféns de 130 presos na galeria quatro do Complexo Médico-Penal. A rebelião durou 20 horas, e ninguém ficou ferido, segundo o governo estadual. A rebelião começou quando quatro presos da Casa de Custódia de São José dos Pinhais foram levados à unidade para serem medicados. Quando saíam das celas, dominaram dois agentes penitenciários e só os libertaram após negociação.

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Thais Skodowski
O Globo
Editado por Folha Política
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