sábado, 21 de março de 2015

Stédile chama Dilma de 'quase santa' e a convida a ir às ruas 'derrotar a direita'


Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil
O dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stédile, participou em evento em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul, junto com a presidente Dilma Rousseff. 


E, de acordo com informações do jornal Valor Econômico, Stédile convidou Dilma para ir “às ruas derrotar a direita e seu plano diabólico” nas próximas manifestações. 

Além disso, ele também cobrou que os ministros da presidente Dilma tinham que ter mais humildade e que nenhum ministro aqui no Brasil "deve se sentir superior ao povo".

Veja o vídeo: 


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Dilma também foi chamada por Stédile de "quase santa". Stédile afirmou que “querem dar um golpe nos programas sociais porque a classe média não aceita assinar a carteira [de trabalho] da empregada, que os negros andem de avião, que o povo tenha um pouco mais de direitos”. Para ele, como os defensores do “golpe contra os pobres” não têm coragem de assumir publicamente seu “plano diabólico”, eles “se escondem atrás dos cartazes ‘fora Dilma’, ‘fora PT’ e ‘fora MST’”.

Após o evento, a presidente afirmou que não concorda com tudo que Stédile falou, mas que o respeita. "Conquistamos um estágio de democracia em que ninguém precisa concordar em tudo", afirmou. 

Ela afirmou que a postura aberta ao diálogo "não é para ir para o céu" e que ao debater ideias é preciso olhar para as pessoas de igual para igual. "Nem melhor nem pior, tratar como igual. Isso é dialogar", disse. "E dialogar até cansar, nós temos de fazer".

O líder do MST criticou duramente o modelo de agronegócio brasileiro e afirmou que a presidente foi enganada ao ser levada para ver a colheita de soja no ano passado, pois não disseram a ela que o Brasil é um grande "exportador de veneno" graças ao agronegócio. 

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula entrou em uma polêmica após a sua declaração durante discurso na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), ao convocar o "exército de Stédile para as ruas" e dizer "sabemos brigar bem". A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou na última quarta-feira convite para que Lula preste esclarecimentos sobre sua fala. Como se trata de convite, Lula não é obrigado a comparecer.

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Lara Rizério
Infomoney
Editado por Folha Política
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