sexta-feira, 3 de abril de 2015

Contrato assinado por Dilma reforça necessidade de investigação da presidente, diz Raul Jungmann


Imagem: Reprodução / iG
Vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Raul Jungmann (PPS-PE) afirmou, nesta sexta-feira (3), que a descoberta de documento em que Dilma Rousseff (PT) avaliza um contrato de empresa envolvida no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história, reforça a necessidade de uma investigação imediata sobre a participação da presidente da República nos desvios da Petrobras.

Reportagem da revista “IstoÉ” traz detalhes sobre a participação obscura da petista na montagem do Estaleiro Rio Grande, envolvido desde a sua origem em esquemas fraudulentos e por onde escoaram mais de R$ 100 milhões em propinas para os cofres do PT e de aliados.

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“Isso torna inadiável a necessidade de investigação da presidente, mesmo que sejam fatos anteriores ao seu mandato. É a primeira vez que os procuradores que coordenam a Operação Lava-Jato terão em mãos um documento com a assinatura da presidente. Somado aos depoimentos já tomados, onde Dilma é citada dezenas de vezes como beneficiária do esquema, o contrato avalizado por ela é mais um indício que aponta para a necessidade de investigação”, afirmou Jungmann, que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido do PPS para abertura de inquérito para investigar a participação da presidente no Petrolão.

O contrato, de acordo com a revista Istoé, deu início à implementação do Estaleiro Rio Grande, em 2006. À época, Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, assina como testemunha. Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e atualmente preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, assina como interveniente, uma espécie de avalista do negócio. A reportagem afirma também que o documento será entregue aos procuradores da República por um ex-funcionário da Petrobras que resolveu colaborar com as investigações.

Pedido de investigação

Os líderes da oposição na Câmara dos Deputados, Raul Jungmann (PPS-PE), vice-líder da Minoria; Mendonça Filho (PE), líder do Democratas; e Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB, anunciaram, após reunião com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que a investigação da presidente Dilma Rousseff por envolvimento no escândalo do Petrolão poderá ser discutida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá à Suprema Corte a palavra final sobre o assunto.

“Quem vai decidir se haverá ou não investigação é o ministro Teori Zavascki que, segundo o procurador-geral da República, deve levar o assunto à turma e até ao colegiado do Supremo”, disse Jungmann.

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