sexta-feira, 10 de abril de 2015

Investimento do Brasil em Cuba é modelo, diz ministro cubano


Imagem: Alejandro Bolívar / EFE
Enquanto uma brochura colorida de 180 páginas mostrando as vantagens de investir em Cuba era distribuída ao público, o ministro de Comércio Exterior da ilha, Rodrigo Malmierca Díaz, convidava empresários a visitar o país e a aplicar recursos nele.

E citava o porto de Mariel, construído pela brasileira Odebrecht com financiamento do BNDES, como exemplo.


"Estamos numa nova etapa e ampliamos nossa visão sobre o papel do investimento estrangeiro", disse o ministro, na cúpula empresarial organizada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) que ocorre paralela à Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá.

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"Hoje reconhecemos que é um elemento ativo e fundamental para o crescimento."

A retórica pró-mercado da ilha, ainda nominalmente comunista, tem se intensificado desde o anúncio de reaproximação diplomática com os EUA, em dezembro.

Além de Mariel, Malmierca Díaz mencionou como exemplos positivos de participação de outros países em obras de infraestrutura na ilha a refinaria de petróleo de Cienfuegos, parceria com a Venezuela.

"Criamos a zona de desenvolvimento de Mariel ao redor do porto, com uma localização geográfica excelente, perto do aeroporto, de universidades e numa região estratégica no Caribe."

Ele apresentou um estudo de 246 projetos em diversos setores (agricultura, indústria farmacêutica, turismo e energia, entre outros) que estão abertos ao investimento.

"Oferecemos potencial científico, mão de obra, infraestrutura e excelente localização."

Disse que Cuba tem recebido delegações de empresários norte-americanos e que o país tem "vontade de continuar colaborando para a normalização das relações com os EUA".

O ministro acrescentou que a ilha pretende deixar para trás "muitas proibições absurdas, como a limitação do direito de viagem a nosso país de norte-americanos".

Com relação ao embargo, Malmierca Díaz disse que, ainda que Washington tenha "reconhecido o fracasso de sua política de guerra econômica contra Cuba" e que tenha se comprometido a discutir com o Congresso dos EUA sua eliminação, o bloqueio persiste.

"Esperamos que Obama continue usando suas prerrogativas executivas para modificar outros aspectos do bloqueio que não requerem aprovação do Congresso", disse.

Mais cedo, o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, apresentou o projeto de expansão do "Internet.org", já implementado em países como Índia, Guatemala e Panamá.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de atuar em Cuba, Zuckerberg reconheceu que "há alguns países em que temos dificuldades, porque não há uma política econômica aberta". 

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Sylvia Colombo
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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