quarta-feira, 15 de abril de 2015

Lula diz que manifestantes ainda vão se ajoelhar aos pés de Dilma


Imagem: Miguel Schincariol / AFP
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como enrascada o momento enfrentado pela presidente Dilma Rousseff. Ele disse ainda, nesta terça-feira (14), que os manifestantes ainda vão se "ajoelhar aos pés de Dilma", para agradecer à "companheira por ter combatido tanto a corrupção".

Lula participou do 9º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Ele, que iniciou sua carreira política no sindicato dos metalúrgicos, conclamou os sindicalistas a defender o governo.

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"Neste instante em que é mais fácil entrar no banheiro da fábrica e falar mal do governo, não podemos permitir que a infâmia, o mau-caratismo e a má-fé de algumas pessoas venham a destruir o projeto político que começamos a construir no pais", afirmou.

Ao justificar as medidas do ajuste, Lula afirmou também que Dilma não se rende diante da adversidade. "Porque aos 20 anos, levava choque. Naquela época, não era delação premiada, não. Era choque", ironizou.

Durante a solenidade, Lula vestia um agasalho com o símbolo da confederação. Na abertura, um grupo teatral exibiu num telão a imagem, captada num ato contra o governo Dilma, de bonecos da presidente e de Lula enforcados.

Ele citou reportagem da Folha segundo a qual queda de Dilma prejudica a imagem dele. Segundo ele, foi uma tentativa de azedar sua relação com a presidente. Ele afirmou que nada prejudicará sua ligação com a presidente. E mandou um recado para ela: "Dilma, se tem gente para te defender para sair dessa enrascada é esse pessoal aqui", disse ele, apontando para os sindicalistas.

Sob aplausos, Lula ironizou o PSDB ao afirmar que as mesmas empresas doam para os mesmos partidos.


EDUARDO CUNHA

Reunido com metalúrgicos de todo o pais, Lula incitou os sindicalistas a lutar contra a aprovação do projeto que amplia a terceirização do trabalho no Brasil. "Não deixar aprovar a lei 4330 é uma questão de honra para os trabalhadores", disse.

Ele afirmou ainda que nos momentos difíceis, quando se fala em impeachment, são os sindicalistas que ajudam o governo a sair da enrascada.

Lula afirmou que em 2005, durante o escândalo do mensalão, a oposição tentou tirá-lo do governo. Mas graças ao apoio dos movimentos sociais seus opositores "baixaram o faixo".

Ele fez uma crítica ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), um dos entusiastas da terceirização.

"O que o Eduardo Cunha não sabe é que a aprovação da lei nega tudo que foi construído ao longo de anos e anos", disse. 

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Cátia Seabra 
Folha de S. Paulo
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