quinta-feira, 16 de abril de 2015

Organizadores dos protestos de rua entregam carta ao Congresso


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Integrantes de seis movimentos que organizaram os protestos do último domingo (12) contra o governo da presidente Dilma Rousseff protocolaram nesta quarta-feira (15) na Câmara e no Senado carta aberta com reivindicações que vão de abertura de impeachment da chefe do Executivo ao fim da reeleição. A leitura do documento foi feita por representantes de seis grupos, entre os quais os movimentos Vem pra Rua e Diferença Brasil.



Parlamentares do DEM, PPS, PMDB e PSDB acompanharam a leitura. A assessoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, informou que ele se reunirá com representantes dos movimentos às 14h30, no Senado.

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“O Brasil não suporta mais o amadorismo, o clientelismo da máquina pública. No campo da moralidade, a ética desapareceu. O PT teve 13 anos para mudar o Brasil. O povo brasileiro, desrespeitado e inconformado quer dar um basta a esse estilo ilegal e antiético de governar”, diz um trecho da carta apresentada aos parlamentares.

Entre os pedidos dos movimentos está a aprovação de penas mais severas para o crime de corrupção, abertura de investigação contra Dilma no Supremo Tribunal Federal (STF), apreciação com ‘transparência’ dos pedidos de impeachment contra a presidente e o afastamento do ministro Dias Toffoli, do STF.

Presente à leitura da carta, o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), disse que ainda é preciso analisar se existem “razões jurídicas” para um impeachment da presidente da República. Ele ressaltou, porém, que é preciso estar “aberto” aos pedidos dos movimentos.

“É uma iniciativa importante e o Congresso Nacional tem que esta aberto a ouvir as reivindicações. Quanto ao impeachment, existem dois aspectos a considerar. O apelo popular e a parte jurídica. É preciso verificar se existem razões jurídicas para isso”, afirmou.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse considerar que o movimento contrário ao governo Dilma está “ganhando força”. “O impeachment está chegando, sim. No domingo, houve menos gente nas ruas, mas houve mais foco”, declarou.

Veja a íntegra das reivindicações apresentadas pelos movimentos:

Enfrentamento real da corrupção da corrupção, através do fim da impunidade- Aprovar as 10 medidas de combate à corrupção apresentadas pelo Ministério Público Federal. Submeter acordos de leniência de empresas envolvidas na Lava Jato ao Ministério Público Federal. Aumentar a pena dos crimes de corrupção. Indicar servidores públicos de carreira para Tribunal Superior Eleitora, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, com prazo de mandato estabelecido. Implementar eleições diretas para escolha dos procuradores gerais. Afastar o ministro José Dias Toffoli do STF e do TSE por não atender ao critério de imparcialidade




Pedir ao STF e à PGR abertura de investigação por crime comum de Dilma Rousseff e apreciar com transparência pedidos de impeachment apresentados ao Congresso

Choque de ordem na gestão pública: Abertura dos empréstimos concedidos pelo BNDES e impedir empréstimos do banco ao exterior; Exigir revalida de todos os médicos estrangeiros atuando no Brasil. Reduzir e otimizar impostos.

Educação: Fim da doutrinação ideológica e partidárias nas escolas do país.

Ajustes no processo político-eleitoral: Eleições com registro impressos dos votos, auditáveis por partidos e empresas. Fim do financiamento público de campanha. Mandato único, pondo fim à reeleição.

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