quinta-feira, 9 de abril de 2015

PT é 'cada vez mais acessório' no governo de Dilma, diz Tarso Genro


Imagem: Caetanno Freitas/G1
Um dos principais nomes do PT no Rio Grande do Sul, Tarso Genro teceu críticas ao governo federal nesta quarta-feira (8) em sua conta no Twitter. O ex-governador gaúcho e ministro da Justiça e da Educação durante o governo Lula afirmou que o partido está "fora das decisões principais do governo" e "é cada vez mais acessório" na gestão da presidente Dilma Rousseff.


"É constatação sobre decisão da presidenta: PT está fora das decisões principais de governo. Que são as de corte político e econômico", escreveu o governador, para, logo depois, acrescentar: "Outra constatação, para o bem e para o mal: PT é cada vez mais acessório no governo. Não é nem consultado para medida dessa envergadura".

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As críticas foram feitas um dia depois que o também petista Pepe Vargas decidiu deixar a Secretaria das Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. A decisão foi motivada pela transferência das atribuições da pasta para o vice-presidente da República, Michel Temer. Pepe anunciou que assumir a Secretaria dos Direitos Humanos.

Imagem: Reprodução / Twitter
"Medidas extremas deste tipo, se não derem certo, geram uma crise muito maior do que aquela que a medida tenta resolver", opinou o ex-governador no Twitter, que no início deste ano transmitiu o cargo a José Ivo Sartori após ser derrotado na tentativa de reeleição ao Palácio Piratini.

Tarso se manifestou também sobre o projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização. Na noite desta terça-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou tramitação em regime de urgência para o texto, o que permite que ele seja analisado pelo plenário sem precisar passar por comissões.

Criticada pelo PT e algumas centrais sindicais e defendida por empresários e outras centrais de trabalhadores, a matéria permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função. Atualmente esse tipo de contratação é permitida apenas para a chamada atividade-meio, e não atividade-fim da empresa.

"Terceirização já existe. O que está se instalando é o reino da precariedade e da intermitência nas relações de trabalho. É de pasmar", escreveu Tarso.


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G1
Editado por Folha Política
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