terça-feira, 26 de maio de 2015

Pronatec e Ciência sem Fronteiras também sofrerão cortes este ano, diz MEC


O Pronatec foi extensamente explorado pela presidente Dilma em sua
campanha à reeleição. Em um dos debates, ela sugeriu o Pronatec
a uma economista desempregada.
Imagem: Reprodução / TV Globo
O MEC (Ministério da Educação) vai cortar vagas do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e do CsF (Ciência sem Fronteiras), de acordo com nota divulgada pela pasta, mas Programas de merenda e transporte escolar, além do PDDE (Dinheiro Direto na Escola), destinado a melhorias nos centros de ensino, serão mantidos sem cortes.

O MEC informou que Pronatec, CsF "e outros, têm a sua continuidade garantida este ano, com o redimensionamento na oferta buscando otimizar o atendimento dos estados e das vagas, com ofertas que ainda serão definidas, mas que quantitativamente serão em número inferior ao do ano passado".

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De acordo com a nota, o número de vagas ofertadas pelo Pronatec "será divulgado em breve". O programa foi criado em 2011 para expandir a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica no país. Foi um dos carros-chefes na campanha da presidenta Dilma Rousseff, quando anunciou que pretendia criar mais 12 milhões de vagas.

Um dos programas reduzidos dentro do Pronatec será o Sistema de Sisutec (Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica). O Sisutec, que seleciona para o ensino técnico estudantes que concluíram o nível médio com base nas notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), já teve as inscrições adiadas mais de uma vez. Não haverá edição no primeiro semestre, como geralmente ocorre. No ano passado, o programa ofereceu aproximadamente 580 mil vagas, somadas as duas edições.

O Ciência sem Fronteiras tem editais de graduação e pós-graduação lançados ao longo de todo o ano. O programa implementou 78.173 bolsas, de acordo com o site do programa. No ano passado a presidenta Dilma renovou o CsF e garantiu 100 mil bolsas até 2018 além das 101 mil prometidas até o final de 2014.

Além dos cortes, o MEC garantiu a manutenção integral dos programas PDDE, Merenda e Transporte. Os três, referentes à educação básica, constam na Lei Orçamentária Anual como despesa obrigatória. Para o PDDE estão previstos R$ 2,93 bilhões - no ano passado estavam previstos R$ 2,5 bilhões - para o transporte R$ 594 milhões, mesmo valor previsto no ano passado, e aproximadamente R$ 3,8 bilhões para merenda, contra R$ 3,6 bilhões no ano passado.

"Para se adequar aos ajustes, o  MEC vai priorizar atividades como a construção de creches. O Ministério também atua no sentido de garantir o os recursos de custeio necessários para garantir o funcionamento das Universidades e Institutos", diz ainda a nota.

O contingenciamento foi anunciado na semana passada. Os ministérios das Cidades, da Saúde e da Educação lideraram os cortes no Orçamento Geral da União de 2015. Juntas, as três pastas concentraram 54,9% do contingenciamento (bloqueio) de R$ 69,946 bilhões de verbas da União. Na Educação, o contingenciamento totalizou R$ 9,423 bilhões.

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Mariana Tokarnia
Agência Brasil
Editado por Folha Política
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