segunda-feira, 29 de junho de 2015

Executivo ligou para o Instituto Lula ao ser preso porque 'se confundiu', diz Okamotto


Imagem: Reprodução / Veja
Procurado para esclarecer por que o executivo Alexandrino Salles de Alencar, da Odebrecht, telefonara para o instituto Lula ao ser preso na última sexta (19), o presidente da entidade, Paulo Okamotto, disse supor uma confusão entre pessoas com nome "Marta".


Depois de telefonar para a equipe de defesa de Alexandrino, Okamotto afirmou que há uma Marta entre seus advogados. No instituto, Marta é funcionária do RH.

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Segundo a revista "Veja", Alencar fez três ligações antes de seguir para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba –duas para seus advogados e a terceira para uma "Marta", funcionária do Instituto Lula.

Segundo Okamotto, não faz sentido que se tenha telefonado para o Instituto Lula às 7h, já que seu funcionamento é a partir das 9h.

"Se ele quisesse falar com o instituto, ele teria telefonado para meu celular. Ele tem meu número. Sou a pessoa com quem Alexandrino mais fala no instituto. Às 7h, eu atenderia", disse Okamotto.

Ainda segundo Okamotto, Alexandrino teria o ramal do RH porque, como diretor de relações institucionais, costuma usar esse contato para atividades como envio de cartão de natal ou organização de agenda comum.

Alexandrino ficou conhecido pela proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou em viagens ao exterior patrocinadas pela Odebrecht. Ele pediu demissão na segunda (22) do cargo de diretor da Odebrecht Infraestrutura.

Na quarta (24), o juiz federal Sergio Moro converteu a prisão de Alencar de temporária para preventiva. Com isso, o executivo ficará detido por tempo indeterminado, até decisão em contrário.

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Cátia Seabra
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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