terça-feira, 16 de junho de 2015

Mercado eleva projeção da inflação pela 9ª vez seguida


Imagem: Ricardo Matsukawa / Veja
O mercado voltou a prever uma piora no quadro da economia brasileira neste ano, com inflação mais elevada e um recuo ainda mais acentuado do Produto Interno Bruto (PIB). Em um momento em que o Banco Central tenta conter a pressão inflacionária aumentando os juros, os economistas projetaram uma alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 8,46% para 8,79% em sete dias. Trata-se da nona semana consecutiva em que os analistas ouvidos pelo BC para elaboração do Boletim Focus reajustam o índice para cima.

Se a projeção for concretizada, a inflação ficará bem acima do teto da meta, de 6,5%, para 2015, e registrará o maior índice desde 2003, quando chegou a 9,3%.

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Com a inflação corroendo o rendimento dos trabalhadores e os juros altos inibindo os financiamentos, os analistas preveem uma contração na economia de 1,35% - na semana passada, a estimativa era de um recuo de 1,30%. Esta é a quarta vez seguida que o índice é ajustado para baixo. Se for confirmado, este será o pior resultado do PIB em 25 anos - em 1990, a economia encolheu 4,35%.

Já em relação à taxa básica de juros (a Selic), o mercado apostou que ela se manterá em 14% ao ano, a mesma projeção da semana passada. Na primeira semana de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic de 13,25% para 13,75%, o maior nível desde 2009. Desta forma, os analistas preveem um aumento de 0,25%. No entanto, esperam que, assim que a inflação começar a cair, os juros diminuam também. Para 2016, o boletim projeta uma Selic de 12% ao ano e uma inflação de 5,5%.

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Editado por Folha Política
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