quinta-feira, 4 de junho de 2015

PT-MG diz que pagamento de R$ 36 milhões a gráfica foi um 'erro material'


A gráfica pertence ao empresário Benedito Oliveira Neto,
o Bené, preso pela Polícia Federal
Imagem: Reprodução / IstoÉ
O suposto pagamento de R$ 36,2 milhões feito por uma candidata petista a deputada estadual de Minas à gráfica do empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, preso pela Polícia Federal, foi "um erro material" que será corrigido, disse o PT mineiro nesta quarta-feira (3) em nota.


O valor foi registrado na prestação de contas de Helena Ventura (PT-MG) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A então candidata disse ter pago o valor à Gráfica e Editora Brasil Ltda., empresa de Bené, por "publicidade por material impresso".

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"A evidência indica um erro material, de simples preenchimento de ficha de informação da prestação de contas, que poderá ser corrigido conforme permite a legislação", diz nota divulgada pelo partido.

A quantia corresponde a praticamente todos os gastos em campanha feitos pela candidata, que diz ter pago apenas cerca de R$ 5.000 para outros serviços de campanha.

Helena tem 61 anos, é enfermeira, e declarou ter um patrimônio de R$ 290 mil. Ela disse à Justiça Eleitoral que seu gasto máximo para se eleger seria de R$ 3 milhões. Os votos da petista não foram contabilizados porque sua candidatura foi indeferida.

O TSE notificou a candidata para que preste esclarecimentos sobre a prestação de contas. De acordo com o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas Gerais, Helena teve a candidatura indeferida pela primeira vez no dia 31 de julho do ano passado e recorreu ao órgão superior.

Durante o período, ela podia tocar a campanha normalmente, recebendo doações e fazendo pagamentos, até a decisão final do órgão superior -que veio apenas em 4 de março deste ano.

O PT mineiro disse que transferiu a ela, nesse período, cerca de R$ 16 mil por meio do comitê financeiro único.

Duas empresas controladas por Bené, ligado ao PT, receberam R$ 525 milhões de órgãos do governo federal entre 2005 e 2015. A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ele foi preso na Operação Acrônimo da Polícia Federal na sexta-feira (29), com mais três pessoas, e solto após pagamento de R$ 188 mil em fiança. 

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José Marques 
Folha de S. Paulo
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