sábado, 4 de julho de 2015

“A pessoa não pode fazer o que quer para ganhar eleição”, diz ex-diretor do IPEA ao TSE


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O TSE investiga a existência de irregularidades na campanha de Dilma, em ação de cassação proposta pelo PSDB. A ação pode levar à cassação do diploma de Dilma por abuso de poder político e econômico.

O ministro-relator João Otávio Noronha ouviu, em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, o ex-diretor de estudos e políticas sociais do IPEA Herton Ellery Araújo. Durante a campanha eleitoral, Araújo pediu demissão de seu cargo no IPEA após receber ordens para não divulgar dados oficiais sobre a pobreza no Brasil.

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Segundo a revista IstoÉ:
Herton Ellery Araújo contou que foi pressionado pelo governo para não divulgar, durante a campanha, dados que pudessem prejudicar a reeleição da petista. Um desses dados dizia que o número de miseráveis no Brasil havia aumentado entre 2012 e 2013, contrastando com o discurso entoado por Dilma em peças publicitárias na TV e no rádio, e em comícios País afora. Araújo não suportou a interferência e pediu exoneração do cargo. “Nós não pudemos divulgar os dados da extrema pobreza da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios”, confirmou o ex-diretor em entrevista à ISTOÉ. Para ele, o “governo errou a mão, fez besteira”. “A pessoa não pode fazer o que quer para ganhar eleição”, disse. Além de abuso de poder político, ao impedir a divulgação de dados oficiais negativos, Dilma pode responder por falsidade ideológica. O depoimento de Araújo levou o TSE a convocar Marcelo Neri, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, a prestar esclarecimentos. O ex-ministro terá de dizer de quem partiu a ordem no Palácio do Planalto para impedir a divulgação da pesquisa.

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