quarta-feira, 8 de julho de 2015

Arrogância de Dilma lembra postura de Collor antes do impeachment, destaca líder do PPS


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A reação arrogante da presidente Dilma Rousseff diante dos escândalos de corrupção e da incompetência administrativa que invadiram o Palácio do Planalto lembra o período que antecedeu o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, hoje aliado da petista, que teve o mandado cassado em 29 de dezembro de 1992. A avaliação foi feita nesta terça-feira (7) pelo líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), para quem as declarações da presidente na segunda-feira mostram uma pessoa isolada e fragilizada no poder.

“A arrogância de Dilma, o apego ao poder, o desafio que faz à oposição e a afirmativa que não cai de jeito nenhum nos fazem voltar ao passado, quando Collor, o falso ‘caçador de marajás’, insistia em afrontar o Congresso e a sociedade diante o escândalo de corrupção que o atingia. E olha que agora a corrupção é infinitamente maior e está aliada ao caos administrativo que empurrou o país para uma grave crise econômica”, alertou Rubens Bueno.

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Para o líder do PPS, a presidente Dilma tenta esconder a realidade dos fatos ao acusar a oposição de golpista. “As delações da Lava Jato estão aí para mostrar. Queria o quê? Que não fizemos nada diante das revelações que sua campanha foi abastecida com dinheiro roubado da Petrobras? Estamos cumprindo o nosso papel assim como o PT, na época do hoje aliado Collor, também fez. Trata-se de nossa missão como oposição e não vamos deixar de exercer”, garantiu o parlamentar.

Se alguém deu um golpe, continua Rubens Bueno, foi a própria presidente que na última eleição afirmou que não retiraria qualquer direito do trabalhador e, logo após ser reeleita, cortou o seguro-desemprego, o abono salarial, as pensões e agora, diante do quadro de avanço do desemprego, propõe o corte de salários dos brasileiros.

Entrevista e absurdos

O deputado também criticou alguns pontos da entrevista de Dilma ao jornal “Folha de S. Paulo”. Em uma das respostas, a presidente critica o instrumento da delação premiada. “Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima”, disse a presidente. Para o líder, se não fosse esse instrumento o Brasil jamais teria conhecimento do grande esquema de corrupção que tomou e ainda toma conta do País. “Talvez ela não goste porque lhe atingiu diretamente”, provocou Rubens Bueno.

Mais grave ainda, ressalta o líder do PPS, foi o comentário de Dilma sobre a prisão dos presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez. “Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só”, disse a presidente.

“Quer dizer então que para pessoas conhecidas é necessário maior fundamento? Isso é um completo absurdo. É a negação de nossa Constituição que garante que todos são iguais perante a lei. Lamentável uma presidente da República falar uma coisa dessa”, finalizou o líder do PPS.

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Ucho.info
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