quarta-feira, 22 de julho de 2015

PF pede transferência de Marcelo Odebrecht e executivos para penitenciária do PR


O presidente da Odebrecht S.A, Marcelo Odebrecht, e
 o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo
Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Federal (PF) pediu ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, a transferência de oito presos da 14ª fase da Operação Lava Jato para o Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Entre eles estão o presidente da Odebrecht S.A, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. O grupo está preso na carceragem da PF, em Curitiba, desde o dia 19 de junho.

O complexo é uma penitenciária de regime fechado e com finalidades médicas. O pedido de transferência foi feito pelo delegado da PF Igor Romário de Paula, na terça-feira (22). Ele alegou dificuldades de espaço para manter os detentos na carceragem.

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"Decorrido este período, todos eles já foram ouvidos e, em que pese não tenham em sua maioria contribuído para o esclarecimento dos fatos, estando ainda presente circunstâncias que recomendem a manutenção de todos sob custódia, não há porque mantê-los ainda na carceragem da Polícia Federal em Curitiba", justificou o delegado.

O pedido de transferência foi feito para os seguintes presos:

Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A.
Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, diretor da Odebrecht
César Ramos Rocha, diretor da Odebrecht
Elton Negrão de Azevedo Júnior - Executivo da Andrade Gutierrez
João Antônio Bernardi Filho, ex-funcionário da Odebrecht
Márcio Farias da Silva, diretor da Odebrecht
Otávio Marques de Azevedo - presidente da Andrade Gutierrez
Rogério Santos de Araújo, diretor da Odebrecht

Atualmente, oito presos da Lava Jato estão detidos no complexo médico. São eles: André Vargas, Luiz Argôlo, Pedro Corrêa, João Vaccari Neto, Mário Góes, Adir Assad, Fernando Baiano e Renato Duque.

Indiciamentos

Oito presos da Odebrecht foram indiciados pela PF no inquérito da 14ª Fase da Lava Jato envolvendo a empreiteira Odebrecht. O relatório foi protocolado na Justiça Federal segunda-feira (20).

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Os crimes citados são fraude em licitação, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, crime contra a ordem econômica e organização criminosa.

No domingo (19), nove pessoas também foram indiciadas pela PF no inquérito da 14ª fase relacionado à construtora Andrade Gutierrez.

Os crimes citados são contra a ordem econômica, corrupção ativa e lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

Agora, o Ministério Público Federal (MPF) vai analisar os indiciamentos da PF para oferecer ou não uma denúncia envolvendo as empreiteiras à Justiça Federal. Se houver denúncia e o juiz federal Sérgio Moro aceitá-la, os denunciados passarão a ser réus.

Pedido de explicação

Sergio Moro deu prazo até a quinta-feira (23) para que as defesas da Odebrecht e dos diretores da empreiteira Márcio Faria da Silva e Rogério Araújo expliquem as anotações encontradas no celular de Marcelo Odebrecht.

No smartphone do executivo, conforme o inquérito protocolado na terça, foram encontrados os seguintes textos, transcritos no formato original, conforme a Justiça:

"MF/RA: não movimentar nada e reimbolsaremos tudo e asseguraremos a familia. Vamos segurar até o fim
Higienizar apetrechos MF e RA
Vazar doação campanha
Nova nota minha midia?
GA, FP, AM, MT, Lula? ECunha? (...)"

De acordo com Moro, uma análise preliminar sugere que MF e RA são siglas referentes a Silva e Araújo, subordinados diretos de Odebrecht e também investigados por crimes de corrupção na Petrobras.

A anotação, diz o juiz, indica que ambos estariam sendo orientados a não movimentar suas contas e que, no caso de sequestro e confisco judicial de bens e valores, seriam reembolsados.

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Adriana Justi
G1
Editado por Folha Política
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