sexta-feira, 3 de julho de 2015

Procurador da Lava Jato desmascara Dilma, Cardozo, críticos de Sérgio Moro e o tamanho do petrolão


Imagem: Reprodução / Veja
No dia da prisão do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Zelada, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima deu várias declarações a respeito das investigações da corrupção na estatal. O colunista de Veja, Felipe Moura Brasil, faz um resumo e comenta as afirmações sobre o tamanho da corrupção e sobre os argumentos apresentados pela presidente Dilma e outros que tentam desqualificar o trabalho da Polícia Federal e do Judiciário. 
Leia abaixo o texto de Felipe Moura Brasil: 

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Operação Lava Jato, bota para quebrar.
Após a prisão do ex-diretor da Área Internacional Jorge Zelada nesta manhã, ele afirmou que o dinheiro roubado da Petrobras é “significativamente maior” do que os 6 bilhões de reais lançados no balanço da estatal.
(Nunca tivemos a menor dúvida disso.)
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Antes, em entrevista à Folha, Lima desmascarou Dilma Rousseff, que havia comparado os delatores da Lava Jato a Joaquim Silvério e Judas Iscariotes:
“A comparação é totalmente infundada porque não vivemos nem na Roma imperial nem nos tempos de Maria Louca. Vivemos na democracia”.
Carlos Fernando desmascarou também os que acusam o juiz Sergio Moro de usar a prisão preventiva para extorquir delações:
“É absolutamente inverídico. Dois terços das delações foram feitas por pessoas que não estavam presas. Seria o caso da de Ricardo Pessoa, por exemplo, que se deu no STF. As pessoas optam por colaborar muito mais por medo do processo e da prisão no futuro do que pelo encarceramento preventivo”.
De quebra, o procurador desmascarou o ministro da Justiça (do Foro de São Paulo), José Eduardo Cardozo:
“Fico preocupado quando vejo que alguns advogados considerem o Ministério da Justiça como uma extensão de seus escritórios. O ministério deveria agir como órgão superior do Executivo que tem encargo de providenciar meios materiais para que a Justiça seja feita”.
Pena que Lula e os companheiros do PT não reconhecem os esforços de Cardozo e decidiram derrubá-lo pela incapacidade de melar a Lava Jato.
Segundo a Folha, o ministro “confidenciou a amigos que deseja deixar o governo Dilma Rousseff”.
Ele “tem dito estar ‘de saco cheio’ e lembra que todo ministro tem ‘prazo de validade’”, mas… sempre tem um mas… estaria disposto, segundo os mesmos amigos, a permanecer no governo se Dilma lhe fizesse um afago.
Fofinho, né? Mas o nosso “saco cheio” de Cardozo fica “significativamente maior” com suas confidências – ou “vazamentos seletivos” – à Folha de S. Paulo.
Esperamos que a Lava Jato acabe com o “prazo de validade” de toda essa gente.

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Luciana Camargo
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