domingo, 16 de agosto de 2015

OAB divulga nota de repúdio ao presidente da CUT, que falou em 'pegar em armas'


Imagem: Agência Brasil
O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) referendou neste domingo, 16, o posicionamento da diretoria da entidade de repúdio às declarações do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, incitando a população a pegar em armas para a defesa de posições políticas.


Durante o evento "Diálogo com Movimentos Sociais" na última quinta-feira, no Palácio do Planalto, Freitas pediu aos movimentos sociais a ida à "rua entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente". Na ocasião, o presidente da CUT afirmou que se houver qualquer tentativa de atentado à democracia, à presidente ou ao presidente Lula "nós seremos um exército".

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Sem citar diretamente o nome do dirigente da CUT, a nota da OAB reafirma a posição da entidade de defender o princípio constitucional da livre manifestação dos cidadãos brasileiros, que neste domingo saíram às ruas para protestar. "Atuamos para garantir a liberdade de manifestação, desde que ocorram sem violência", diz o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho.

O dirigente lamentou o que chamou de pregação à violência e ao uso de armas, afirmando que a entidade não iria tolerar o desrespeito à ordem constitucional brasileira. Ele também destaca na nota que o posicionamento do Conselho Pleno da entidade de que um processo de impeachment contra a presidente da República dependerá de existência de comprovação de ato criminoso perpetrado pela detentora do mandato. 

"Até o momento não temos conhecimento de ato de tal natureza, por isso não há fundamento para o impedimento", diz o presidente da OAB.

Para ele, o País vive uma crise ética. "A OAB tem frisado que a corrupção é um mal a ser banido, pois drena recursos públicos que deveriam ser utilizados para melhorar a vida do povo", acrescenta ele. A OAB reafirma a necessidade de investigações profundas, com denúncias fundamentadas, defesa respeitada e julgamentos imparciais, para que os culpados sejam condenados e os inocentes,absolvidos.

Veja o vídeo com a fala do presidente da CUT:




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Ana Fernandes
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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