sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Com aval de Lula, entidades atacam ajuste fiscal de Dilma


A presidente da UNE, Carina Vitral, dona Marisa Letícia, Lula
e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, em evento
Imagem: Marlene Bergamo / Folhapress
Com incentivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o copatrocínio do PT, movimentos sociais lançam neste sábado (5) um manifesto por mudanças na política econômica e em defesa da presidente Dilma Rousseff.

Lula discutiu a configuração do evento com dirigentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) durante uma reunião na terça-feira num hotel de São Bernardo.


Segundo a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane da Silva, Lula disse que não poderá participar do evento que marcará, em Belo Horizonte, o lançamento da Frente Brasil Popular, mas apoiou a atuação dos sindicalistas. E até brincou, ao afirmar que "governo é para governar e sindicato é para 'sindicatear'".

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Ainda segundo Rosane, ele pregou a adoção de medidas de aquecimento da economia em momentos de crise, a exemplo do que fez em 2009.

"Lula afirma que só com pressão popular o país toma as medidas necessárias", relatou Rosane, representante da CUT na organização do ato de sábado.

A assessoria de Lula não se manifestou sobre o teor da conversa do ex-presidente com sindicalistas.

ADESÃO

Além da CUT, MST e UNE (União Nacional dos Estudantes), que organizam o evento, o ato conta com a adesão de PT, PCdoB e parcela do PSB.

Três governadores já confirmaram presença. O líder do MST João Pedro Stédile está entre os oradores escalados para a conferência. Toda a direção do PT estará no lançamento da frente, que reúne todos os movimentos que apoiaram a eleição de Dilma no segundo turno das eleições, em 2014.

Em seu manifesto, a frente propõe "ações de massa contra todas as medidas de ajuste fiscal" do governo.

Secretário Nacional de Formação Política do PT, Carlos Henrique Árabe afirma que o evento será marcado pela defesa da democracia e a crítica à política econômica.

Segundo interlocutores, Lula se mostra simpático a medidas de ampliação de crédito, redução da taxa de juros e liberação do compulsório dos bancos. Na segunda-feira, durante reunião no instituto Lula, o presidente da Fundação Perseu Abramo, Márcio Pochmann, criticou a política recessiva praticada pelo governo Dilma.

Na quarta-feira (2), numa palestra, o ex-ministro Luiz Dulci afirmou que é hora de o governo voltar a investir. "A crise internacional é uma realidade, o que não quer dizer que não há erros locais", disse Dulci, que é um dos diretores do instituto Lula.

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Cátia Seabra
Folha de S. Paulo
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