sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Dilma diz que 'cortou tudo o que poderia ser cortado', apesar de ainda ter 39 ministros


Imagem: Dida Sampaio / Estadão
A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira, 4, que o governo optou por "um caminho de transparência e verdade" ao enviar o Orçamento 2016 ao Congresso Nacional com a previsão de déficit de mais de R$ 30,5 bilhões. "Poderíamos mandar receitas de tributos junto, mas não mandamos porque preferimos deixar que o Congresso possa debater o problema da queda nas receitas", disse em entrevista à Campina FM e a às emissoras do Sistema Correio de Comunicação. "No Orçamento cortamos tudo que poderia ser cortado", frisou.

Dilma citou que o governo não cortou programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e o Mais o Médicos, "porque quando você está passando dificuldades, você precisa preservar que quando a dificuldade passar, você possa avançar". Dilma considerou os gastos sociais como essenciais e considerou um retrocesso a redução dos investimentos nesse setor.

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A presidente repetiu, na entrevista, discurso do governo que o Brasil gasta a maior parte do Orçamento com Previdência, benefícios com assistência, gastos com pessoal, e despesas obrigatórias, que consomem 88% do R$ 1,31 trilhão da receita. "O que faz com que o Orçamento se desequilibre são os gastos obrigatórios", emendou.

Novas fontes. Ainda falando sobre o déficit orçamentário, a presidente disse que é preciso evitar a aprovação no Congresso Nacional de medidas que elevem os gastos e citou ações do governo para melhorar a receita ou minimizar as despesas. "Vamos enxugar mais gastos, olhar o que estamos pagando." E voltou a dizer que sua gestão está discutindo novas fontes de receitas: "Temos de discutir novas fontes de receita. Não queremos ficar com o déficit, queremos discutir as receitas necessárias para não ter déficit." E destacou: "Vamos discutir com o Congresso e sociedade, mas não vamos transferir a responsabilidade para ninguém, vamos indicar de onde virá a receita."

Dilma disse ainda que obras novas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só sairão do papel se houver novas receitas. A presidente segue para Campina Grande para a entrega, às 11h45, de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Às 14h30, ela se reúne com empresários em João Pessoa e, às 16h50, ainda na capital paraibana, participa do programa Dialoga Brasil.

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Gustavo Porto
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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