quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Manifestantes se algemam na Câmara em protesto por impeachment de Dilma


Imagem: Nas Ruas
Um grupo de oito pessoas se acorrentou no início da tarde desta quarta-feira (28) a uma das colunas do Salão Verde da Câmara dos Deputados para pressionar o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a aceitar o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O salão dá acesso a plenários de votação e é um local por onde circulam os parlamentares.


Sentados em volta da pilastra, os manifestantes estão presos um ao outro por algemas. A intenção deles é permanecer no local até quando resistirem. A Polícia Legislativa tentou negociar a saída deles, mas os manifestantes não cederam.

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Como presidente da Câmara, Cunha tem o poder de decidir sozinho sobre a abertura ou não de pedidos de impeachment. Cerca de dez aguardam a sua análise, incluindo o apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, e Miguel Reale Júnior. Esse pedido, apoiado pela oposição, usa como um dos argumentos que o governo praticou as chamadas "pedaladas fiscais" em 2015.

"Nós fizemos manifestações em massa, fomos às ruas e não estamos sendo ouvidos. A gente não quer causar problemas. Só estamos calmamente esperando aqui. Queremos que o Cunha acolha o impeachment. Ele que tem a chave para soltar a gente", disse a gerente de projetos Carla Zambelli, porta-voz da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos. Segundo ela, a aliança representa 42 movimentos favoráveis ao impeachment.

Nesta terça-feira (27), o presidente da Câmara reiterou que tomará uma decisão sobre os pedidos de impeachment em novembro.

Nos bastidores, parlamentares defensores da abertura do processo de afastamento de Dilma reclamam da demora de Cunha em decidir sobre os pedidos. Eles afirmam que o peemedebista estaria ensaiando uma aproximação com o governo para garantir a manutenção de seu mandato parlamentar.

Cunha é alvo de uma representação no Conselho de Ética, que deverá abrir na semana que vem um processo contra ele por suposta quebra de decoro. O processo pode resultar em sanções como censura, advertência e perda do mandato.

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Fernanda Calgaro e Nathalia Passarinho
G1
Editado por Folha Política
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