quarta-feira, 21 de outubro de 2015

MST invade prédio público com facões para exigir cestas básicas


Imagem:  Jéssica Simabuku/G1
Integrantes do Movimento Sem Terra invadiram o prédio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no centro de Brasília, na manhã desta quarta-feira (21) para cobrar benefícios que teriam sido acordados com o governo federal – incluindo entrega de cestas básicas.


Munidos com pedaços de pau, eles passaram de sala em sala nos três andares do edifício para pedir a retirada de servidores. Depois, passaram a barrar a entrada de servidores. A Conab é um órgão ligado ao Ministério da Agricultura.

Seis viaturas da Polícia Militar, com 12 homens, acompanharam o protesto. De acordo com a corporação, os militantes estavam com facões, mas não agrediram ninguém. A Polícia Federal também esteve no local para intermediar as negociações.

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O coordenador nacional do MST, Valdivino de Almeida, disse que 400 pessoas participam do ato. O grupo veio de vários estados, como Paraná, Goiás, São Paulo e Bahia. Os militantes acamparam em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do DF. A Polícia Militar estimava que havia 130 manifestantes no local. Não houve depredação de patrimônio público.

“Pedimos por liberação de recursos para nossa sobrevivência e garantia de entrega da cesta básica”, declarou. "Entregamos para o governo produtos cultivados pela agricultura familiar do MST, como arroz, feijão e verduras, mas não recebemos pagamento. São cerca de 100 mil famílias que sofrem com essa falta de pagamento. Alguns estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, ainda estão entregando os alimentos ao governo, mas nós decidimos reivindicar nossos direitos.”

O tenente Guilherme Fonseca disse que os manifestantes também portavam facões.Uma das três faixas da pista foi fechada pela PM para que os carros não passassem próximo ao prédio.

O servidor da Conab Ansovino Ricardo Moreira relata que sofreu ameaça por parte dos manifestantes. "Eles me machucaram [a mão] quando eu tentei entrar no prédio. É um absurdo a gente querer trabalhar e eles não deixarem."

A chefe de comunicação da Conab, Nastassja Tolentino, disse ao G1 que representantes do órgão e do Ministério do Desenvolvimento Social esperavam representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário para conversar com os manifestantes. “Vamos receber a pauta do MST e aguardar pela liberação do prédio”.

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