terça-feira, 10 de novembro de 2015

Apesar da ameaça de multa, caminhoneiros mantêm bloqueios em rodovias pelo País


Imagem: Miguel Schincariol / Reuters
Caminhoneiros ligados ao Comando Nacional do Transporte (CNT) retomaram os bloqueios em rodovias para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff, na manhã desta terça-feira, mesmo com a ameaça de multas de quase R$ 2 mil para os veículos parados nas rodovias. 

Pelo menos quatro novos trechos rodoviários estavam parcialmente bloqueados desde a madrugada em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, os bloqueios foram retomadas na região da Grande Porto Alegre e no sul do Estado. Durante a madrugada, houve conflitos entre manifestantes e caminhoneiros que desejavam seguir viagem. 

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Um caminhão chegou a ser tombado por manifestantes. Os motoristas faziam bloqueios também em Goiás e no Paraná. A passagem de automóveis, ônibus e veículos de emergência estava liberada. 

Informações da Polícia Rodoviária Federal também apontam para quatro pontos de bloqueio em estradas federais de Minas Gerais. Em todos, apenas veículos de carga estão sendo parados pelos manifestantes. Carros de passeio, ônibus e ambulâncias seguem viagem. 

Nesta segunda-feira, a greve atingiu 14 Estados e, de acordo com balanço do governo, interditou totalmente cinco rodovias, provocando obstruções parciais em outras 22. A paralisação causou preocupação no Palácio do Planalto por ressuscitar a onda de protestos num momento em que a presidente Dilma sofre ameaça de impeachment. 

"Esse é um movimento com um viés claramente político", disse ontem o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "Não tem pauta de reivindicações e isso fez com que a maior parte dos caminhoneiros do País não aderisse à manifestação". Além de aplicar a multa de R$ 1.915,00, a Polícia Rodoviária Federal também foi orientada a desobstruir as estradas e garantir a segurança dos caminhoneiros que quiserem trabalhar.

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José Maria Tomazela
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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