quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ministros do TSE chamam de 'lendas urbanas' suspeitas sobre urnas eletrônicas


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes, chamaram de “lendas urbanas” suspeitas disseminadas na internet após as eleições do ano passado que colocaram dúvidas sobre na captação e registro de votos pelas urnas eletrônicas.


Na sessão, desta quinta, os ministros comentaram uma auditoria realizada pelo PSDB no sistema de votação, que concluiu não ser possível auditar as urnas.

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“O relatório apresentado pelo Partido da Social Democracia Brasileira, sobre eles [indícios de fraude] diz o seguinte: Todos eles foram verificados e não correspondiam à verdade. Ou seja, eram realmente lendas urbanas. A auditoria nesse sentido foi realmente exemplar”, afirmou Dias Toffoli.

O termo havia sido utilizado momentos antes por Gilmar Mendes ao comentar a auditoria. Ele afirmou que o trabalho confirma o que já era “convicção” da Corte eleitoral. Ele defendeu, porém, um trabalho de maior transparência do TSE para demonstrar a lisura do sistema de votação eletrônica para diminuir a “boataria” na internet, especialmente em épocas de “conflito político e eleitoral acirrado”.

“Sabemos que tínhamos no interior aqueles típicos fofoqueiros, mas hoje na internet isso é algo imbatível, insuperável. Nós temos que nos preocupar seriamente com essa questão, para que de fato as pessoas saibam, tenham possibilidade de fazer verificação. Isso é um trabalho de catequização, um trabalho pedagógico”, afirmou.

Criticando abertamente a auditoria, o ministro Herman Benjamin, recém-empossado como ministro titular do TSE, chamou de “retrocesso” a proposta do PSDB de implantar o voto impresso nas urnas eletrônicas para eventual checagem do sistema eletrônico.

“Todo modelo pode ser aperfeiçoado tecnicamente, mas nós não podemos aceitar que no jogo do processo eleitoral, que tem as suas peculiaridades, as instituições e a produção boa dessas instituições em favor do país venham a receber ressalvas que não sejam aquelas estritamente técnicas”, disse.

Depois, comentando a declaração de Gilmar Mendes, disse que não se referia aos “fofoqueiros da internet” ao fazer a crítica. “Os fofoqueiros da internet não têm a credibilidade dos partidos políticos e sobretudo dos partidos políticos que gozam de grande representatividade e de uma história. O apelo que fiz aqui foi muito mais dirigido aos partidos políticos, porque são eles que têm o dever primeiro de zelar pela própria instituição da Justiça Eleitoral, não só do TSE”.

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A auditoria sobre o sistema de votação foi autorizada em novembro do ano passado pelo TSE, que liberou ao PSDB programas eletrônicos e arquivos gerados na votação eletrônica, incluindo dados das urnas e do sistema de transmissão das informações.

Na sessão desta quinta, Dias Toffoli ressaltou que a verificação foi autorizada de forma excepcional, fora do prazo normal do TSE, para dissipar as dúvidas. Também destacou que as despesas com viagens e diárias de técnicos do TSE para o trabalho foram bancadas pelo PSDB. Mesmo assim, disse que houve um “custo indireto” com a não manutenção de urnas enquanto eram auditadas.

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Renan Ramalho
G1
Editado por Folha Política
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