terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Chapa da oposição para a Comissão do Impeachment já tem 35 deputados


Imagem: André Coelho / Ag. O Globo
Os partidos de oposição ao governo federal afirmam já ter conseguido reunir 35 deputados federais para formar uma chapa avulsa que dispute a composição da comissão especial que produzirá parecer pelo arquivamento ou continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.


O mínimo estabelecido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a participação de uma chapa oposicionista é de 33 deputados federais. Segundo as siglas de oposição, irão compor o grupo parlamentares favoráveis ao "Fora, Dilma" do PSDB, DEM, PPS, SD, PMDB, PSD, PP, PTB, PHS e PRB.

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Os líderes de oposição tentam ainda convencer integrantes do PSB a participar da chapa avulsa. Na segunda-feira (7), o líder do partido, Fernando Coelho Filho (PE), indicou que a posição majoritária da legenda na Câmara dos Deputados é pelo afastamento da petista.

Em manobra com os partidos de oposição, o presidente da Câmara decidiu adiar para esta terça-feira (8) a definição dos nomes que irão compor a comissão especial.

A medida foi tomada com o objetivo de contrapor as indicações de líderes partidários e postergar o processo de impeachment. O regimento interno da Casa determina que a comissão especial para analisar a abertura ou arquivamento do pedido de impeachment deve ser eleita em plenário.

PMDB

No PMDB, o movimento pela chapa avulsa nasceu da insatisfação de grupo dissidente com as indicações feitas pelo líder do partido, Leonardo Picciani (RJ), que em um acordo com o Palácio do Planalto evitou indicar nomes favoráveis ao afastamento de Dilma.

Hoje, cerca de 30 dos 66 integrantes da bancada peemedebista são defensores do "Fora, Dilma". O grupo começou a articular desde a semana passada um abaixo-assinado para convocar uma eleição extraordinária ainda neste ano na tentativa de trocar o líder.

Preocupado com a movimentação, o Palácio do Planalto ofereceu à bancada mineira do PMDB, a segunda maior da legenda, o controle do Ministério da Aviação Civil, numa tentativa de conquistar mais apoio na sigla contra o impeachment e fortalecer a legitimidade de Picciani.

O líder do PSD, Rogério Rosso (DF), avisou aos integrantes de seu partido que, caso sejam lançadas duas chapas, ele não participará de nenhuma das duas. "Não posso estar numa chapa e disputar votos com amigos de partidos que estarão na outra", disse.

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Gustavo Uribe e Ranier Bragon
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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