sábado, 30 de janeiro de 2016

PF flagra investigado combinando com filha destruição de documentos


Imagem: Reprodução / Jovem Pan
A Polícia Federal flagrou um dos investigados da 22ª fase da Operação Lava Jato combinando com a filha a destruição de documentos relativos à investigação.

Antes de ser citado na 22ª fase da Operação Lava Jato, o empresário Ademir Auada tentou destruir provas. Auada está no exterior e é considerado foragido pela Polícia Federal, que decretou a sua prisão temporária nesta quarta-feira (28).


Ao interceptar ligações telefônicas entre Ademir e sua filha, Carolina, os investigadores descobriram que os dois estavam destruindo documentos possívelmente ligados às atividades da offshore Murray no condomínio Solaris, no Guarujá.

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Em um dos áudios divulgados pela Justiça Federal, Carol afirma estar picando papéis e o pai demonstra preocupação.

Ouça: 








ADEMIR: Você pode ir até aquela adegazinha ali no jardim, né? Comprar meia garrafinha de vinho pra mim.
CAROL: Posso, eu vou. Daqui a pouco eu vou. Só vou terminar de picar os papeis que a máquina parou, “tava” esperando ela voltar.

Em outra gravação, Ademir Auada descreve à filha a enorme quantidade de papéis que foram destruídos.

ADEMIR: “cê” não sabe o que eu cortei.. nossa senhora.. na máquina hoje, viu?
CAROL: o que que você cortou? ah! você cortou mais papel?
ADEMIR: “bá!” Aquela mala inteira.. (ininteligível)
CAROL: Nossa! Não sei como aquela máquina aguentou.
ADEMIR: Não.. nossa senhora! Eu tentei consertar a outra.. não dá viu.
CAROL: Ah, mas quanto custa uma máquina dessas?
ADEMIR: 400 “pau”
CAROL: “Cê não quer comprar uma outra, não?
ADEMIR: Eu vou comprar mais uma depois
CAROL: Porque daí eu trago pra cá, a gente racha isso daí, e “meu”, eu vou cortando aqui. Porque senão.. vai uma vida pra cortar esses papéis.
ADEMIR: É.. tá bom.

Ademar Auada é, segundo a investigação, responsável pela offshore Murray, que foi aberta pela Mossack Fonseca, empresa com escritório em São Paulo. 

A Murray teria assumido a propriedade de um dos apartamentos no Guarujá para esconder os reais donos do imóvel. 

Segundo a Polícia Federal, o empresário decidiu eliminar os documentos depois que a revista época procurou a publicitária Nelci Warken sobre as atividades da offshore.

Posteriormente Nelci procurou Ademir Auada para contar sobre a ligação do repórter. Auada, então, orientou Nelci a não conversar com a revista e deu início à trituração dos papéis.

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