quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Executivo português diz que Lula falhou na educação dos filhos e que brasileiros merecem mais


Imagem: Reprodução / Oje
O presidente mundial da Kemin Pharma, Diogo Sousa-Martins, em artigo escrito no semanário econômico português “Oje”, criticou as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a educação no Brasil.

Os comentários do petista foram feitos durante seminário realizado pelo jornal espanhol “El País”, no dia 11 de dezembro do ano passado, em Madri.

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Segundo Martins, ao culpar a colonização portuguesa pelo atraso no sistema educacional brasileiro, Lula cometeu uma “imprudência estratégica grave” porque se dirigiu a uma plateia que “não depende do ‘bolsa-família’” e não “é desprovida de conhecimentos de história”.

Martins lembra que as bases do ensino superior no Brasil foram criadas ainda no século XVII, durante a hegemonia portuguesa, e que a primeira instituição de ensino superior foi criada em 1792, e não em 1922, como disse o ex-presidente.

O executivo português afirma ainda que o petista “talvez” tenha uma visão errada sobre o conceito de educação, e afirma que “provavelmente” tenha falhado até na educação de seus filhos, citando a investigação policial contra Luis Claudio Lula da Silva, caçula do ex-presidente.

“Talvez o pai Lula tenha uma noção errada do conceito holistico de educação, tanto a nível de estudo prévio, como a nível do respeito, da responsabilização e do rigor.

Rigor esse, que provavelmente, pode ter sido falhado na educação que o pai Lula passou ao filho, a julgar pelo relatório da suposta consultora que o seu escritório prestou a autoridades do governo e que, segundo a Polícia Federal Brasileira, não passam de cópias integrais de conteúdo disponível na internet, sobretudo na “wikipedia”.

O presidente da multinacional conclui o texto dizendo que os brasileiros “merecem a melhor da educação que puderem ter”, e não a do “clã Lula”.

Leia a íntegra do artigo de Martins: 

Ainda no rescaldo de (mais uma) acusação à integridade da família Lula da Silva, exposta pela operação Zelotes, na qual se acusa o filho do ex-presidente do Brasil, Luís Cláudio, de ter recebido 2,4 milhões de reais por uma suposta consultoria “inexistente”, o pai Lula avança com a sua habitual estratégia de comunicação.
Aparentemente imune às recentes ameaças de tom perigosamente elevado a um impeachement do governo que ajudou a criar, o pai Lula personifica um caso singular de resiliência, consequência de uma mistura explosiva entre ideologia e ilusão autoconcebida e descaso pela inteligência da audiência a que se dirige.
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Num evento organizado pelo jornal espanhol El País, na passada sexta-feira, Lula insinua claramente que os atrasos na educação do Brasil são culpa da colonização portuguesa. Lula comete uma imprudência estratégica grave, pois a audiência que o ouve não depende da “bolsa-família” petista , não é potencial cliente do negócio de influência política na cúpula do Planalto, nem é desprovida de conhecimentos de história.
A audiência sabe – ou no limite, foi lembrada por mentes mais atentas – que as bases do ensino superior brasileiro foram criadas no século XVII, muito dentro da hegemonia portuguesa cessada em 1822 e que a primeira instituição de ensino superior foi criada no Brasil em 1792.
A tentativa de escoar o ónus do atraso marcado do sistema de educação brasileiro para uma colonização que abandonou o país há quase 200 anos e que nele inaugurou o ensino superior, não fica bem. Talvez o pai Lula tenha uma noção errada do conceito holistico de educação, tanto a nível de estudo prévio, como a nível do respeito, da responsabilização e do rigor.
Rigor esse, que provavelmente, pode ter sido falhado na educação que o pai Lula passou ao filho, a julgar pelo relatório da suposta consultoria que o seu escritório prestou e que, segundo a Polícia Federal Brasileira, não passam de cópias integrais de conteúdo disponível na internet, sobretudo na “wikipedia”.
O Brasil é um país maravilhoso e os brasileiros não ficam atrás. Merecem a melhor da educação que puderem ter. Mas certamente – oremos – não a que o clã Lula nos habituou.

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Diário do Brasil
Editado por Folha Política
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