terça-feira, 12 de janeiro de 2016

R$ 15 mil em bens sumiram do colégio Fernão Dias após ocupação por estudantes


Durante a ocupação, mais de 100 escolas foram depredadas. Móveis
foram destruídos e espalhados em sala na Escola Estadual
 Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco, na Grande São Paulo
Imagem: Divulgação / Secretaria de Educação
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que equipamentos avaliados em R$ 15 mil sumiram da escola Fernão Dias Paes, símbolo do movimento contra a reorganização escolar da gestão Geraldo Alckmin (PSDB). 

O colégio, localizado em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, ficou ocupado por alunos durante 55 dias, até a semana passada. Os estudantes negam ter levado objetos. 

Uma perícia foi feita pela polícia após a desocupação da escola. Segundo o governo, um notebook, uma televisão, um projetor de imagens, três microscópios e uma luneta desapareceram. Outra TV e uma impressora foram encontrados em mau estado. 

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Na semana passada, a secretaria já havia acusado o sumiço de alguns objetos, avaliados em R$ 5 mil. O valor foi atualizado após a contabilização de novos itens. 

Segundo a secretaria, os equipamentos eletrônicos e o mobiliário são registrados e atualizados anualmente pelas escolas estaduais. 

Quando desocuparam o prédio na semana passada, os estudantes leram um "termo de entrega", firmando o compromisso de consertar ou substituir, ao longo de 2016, itens que assumiram ter danificado. Citaram janelas da secretaria do colégio e da sala de vídeo, fechaduras, espelhos, uma mesa de mármore e uma mesa de pingue-pongue. 

Para arrecadar recursos, estudantes dizem que vão organizar eventos, como uma feijoada na escola, e uma "vaquinha". Segundo a secretaria da Educação, 115 escolas foram vandalizadas e furtadas. O governo estima um prejuízo total de R$ 2 milhões. 

PROTESTOS 

No auge do movimento, 196 escolas foram ocupadas contra a medida da gestão Alckmin que fecharia 92 unidades de ensino e transferiria 311 mil alunos. Segundo o governo estadual, há escolas ociosas, com menos alunos do que sua capacidade. 

As ocupações e protestos nas ruas fizeram com que Alckmin suspendesse a mudança, o que resultou na saída do então secretário de Educação Herman Voorwald.

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Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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