quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

‘Vou processar todo mundo’, diz Lula


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em conversa com blogueiros nesta quarta-feira, 20, o ex-presidente Lula disse que ‘sempre teve um tratamento diferenciado’ da imprensa, desde que foi dirigente sindical. “Nunca fui bem tratado, sempre fui tratado com certo desdém.” Lula falou sobre processos judiciais que seus advogados têm movido contra jornalistas.


As ações tiveram início desde que o nome do ex-presidente passou a ser citado em reportagens sobre a Lava Jato, operação da Polícia Federal e da Procuradoria da República que levou para a cadeia alguns de seus mais importantes aliados, como o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu. “Eu comecei a processar. Diferentemente do que eu pensava há algum tempo. O pessoal dizia: processar não adianta. As pessoas diziam: você processa Veja, cai tudo na mesma Vara em Pinheiros e não acontece nada. Não sei se é verdade, mas o pessoal diz isso. Comecei a processar jornalistas. Quando processo jornal, o dono do jornal se livra do processo jogando a culpa no jornalista. Então, eu falei: vou começar a processar jornalista para ver se a gente recupera a dignidade da categoria e as pessoas verem que quando escrevem alguma coisa prejudicando alguém aquilo tem consequência. Contratei o Nilo Batista (advogado). Daqui prá frente vou processar todo mundo, criminalmente, civil, sei lá. Prá ver se a gente consegue colocar um pouco de ordem na casa.”

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Lula citou um de seus filhos, Fábio. “A desfaçatez é tamanha. Eu tenho um filho, Fábio, o que fazem com ele é uma violência. Quando eu vejo, meu filho é dono da Friboi, dono de todas as cabeças de gado, é dono da Casa Branca, do Kremlin, eu fico imaginando daqui a pouco o cara que ganhou dinheiro com o corpo do Lenin, do Mao Tse Tung. Uma desfaçatez tamanha. A gente começou a abrir processo agora. Eu acho que temos que processar. Vocês estão lembrados, quando eu cheguei no governo, em 2003, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) apresentou um projeto para criar o conselho nacional, a OAB dos jornalistas. Foi entregue pela Fenaj. O pessoal analisou, vamos dar entrada. Quando demos entrada foi um cacete que nem a Fenaj defendeu. O jornalista que cobria o Palácio do Planalto atacava o projeto. Então, eu vou atrás dessas coisas.”

O ex-presidente afirmou que ‘tudo aquilo que seus advogados entenderem cabível de processo vai entrar’.

“Um dia eu ganho um. Antigamente, os jornais tinham dono, você falava com o dono. Hoje você tem preposto, você tentava resolver alguma coisa, hoje os donos não falam mais nada, hoje é executivo. A politização da imprensa chegou a tal ordem. Admito que tenham um lado, que publiquem editoriais, o que quiserem. A única coisa que não admito é mentira na informação, é mentira. Daqui prá frente vou processar. Tem muito processo a dar com pau. Vamos cada vez mais, não tem outro jeito. Eu não gostaria que fosse assim. Quando a gente processa eles a gente não está sendo democrático. Na verdade, a Justiça existe para fazer reparação. Pensei que a Dilma ia ser mais bem tratada por ser mulher. Mas é ideológica a coisa, é uma coisa de pele. Você não tem a minha pele meu caro, então não entra no meu clube. Te aceito do portão prá fora. As pessoas de mais baixa renda nesse país não podem ter ascensão que incomoda as pessoas. Eu vou me defender.”

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Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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