quarta-feira, 13 de abril de 2016

BNDES pede acesso à delação de Delcídio


Imagem: Fábio Motta/Estadão
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu ao Supremo Tribunal Federal acesso à delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido -MS). A colaboração premiada do ex-líder do Governo no Senado, fechada perante a Procuradoria-Geral da República, foi tornada pública em março deste ano.


Como não há sigilo sobre os autos, o ministro Teori Zavascki, do STF, afirmou na quinta-feira, 7, que ‘nada impede que o requerente (BNDES) solicite diretamente à Seção de Processos Originários Criminais deste Tribunal que seja disponibilizada cópia do procedimento, assim como das mídias digitais existentes”.

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Delcídio foi preso no dia 25 de novembro, por decisão da Corte máxima, sob suspeita de tramar contra a Operação Lava Jato – com medo da delação premiada de Nestor Cerveró , que o envolve no esquema de propinas na estatal petrolífera, o senador teria oferecido apoio financeiro e fuga para o ex-diretor de Internacional da Petrobrás.

O ex-líder ficou alguns dias preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Depois foi transferido para o quartel de um batalhão da Polícia Militar na capital federal. Em fevereiro deste ano, o senador foi solto. A delação do senador foi homologada por Teori Zavascki.

Delcídio tratou de assuntos referentes ao BNDES em três momentos. 

Em trecho intitulado ‘lobby de Bumlai’, referência ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um dos anexos, o senador afirmou que ‘tem conhecimento de que Bumlai foi fundamental na liberação de financiamentos pelo BNDES’ a redes de frigoríficos.

O senador disse ainda que três gigantes da construção, a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a OAS, ‘utilizaram-se para alavancar seus negócios do BNDES, nao só no Brasil mas também no exterior’.

Em outro trecho de sua delação, em que trata dos ‘arquitetos das operações de propina’, Delcídio citou o BNDES e ex-ministros.

“Evidentemente, além das operações acima descritas, o “triunvirato” atuava ativamente em instituições bancárias públicas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e, especialmente, o BNDES. Um exemplo dessa atuação espúria é a Usina Hidreletrica de Belo Monte”, afirmou o senador.

Os ex-ministros, por meio de seus defensores, negam taxativamente envolvimento em qualquer tipo de irregularidade. Eles rebatem as acusações lançadas por Delcídio.


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Julia Affonso e Alexandre Hisayasu
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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