terça-feira, 5 de abril de 2016

Dilma diz que só vai fazer nomeações depois da votação do impeachment


Imagem: Wilton Junior / Estadão
A presidente Dilma Rousseff admitiu, nesta terça-feira, 5, que o Palácio do Planalto não pretende fazer qualquer reestruturação em ministérios antes da votação do pedido de impeachment contra ela na Câmara dos Deputados. "O Palácio do Planalto não pretende qualquer reestruturação antes de qualquer votação na câmara. Especulações sobre ministérios, sobre mudanças no governo, são absolutamente especulações. Sem base de verdade", disse Dilma.

A presidente condenou notícias recentes sobre mudança no governo e sobre ela própria veiculadas, o que classificou de "jornalismo especulativo que transforma factoides em realidade", afirmou. "O governo não está avaliando nenhuma mudança hoje", repetiu a presidente em entrevista na base aérea de Brasília (DF).

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Indagada sobre as posições de outros partidos, a presidente disse que não faz avaliações sequer sobre o PT e evitou comentá-las. Já sobre a possibilidade de renúncia ou novas eleições, a presidente foi irônica. "Convence Câmara e Senado a abrir mãos dos seus mandatos e aí venham conversar comigo".

Aposta. A presidente Dilma ainda criticou a postura da oposição que, segundo ela, desde o dia em que assumiu o governo, tem apresentado uma quantidade grande de pautas bomba. Dilma citou como exemplo de pauta bomba o projeto que muda a fórmula do indexador da dívida dos Estados, em tramitação no Congresso. "Tem uma (pauta bomba) especial, de hidrogênio, que tem impacto de R$ 300 bilhões, ao transformar os juros das dívidas dos Estados em juros simples. Eu pergunto: quem é que consegue um empréstimo com juros simples? Nenhum de vocês", afirmou a presidente, após visita à aeronave KC-390 da Embraer, na Base Aérea de Brasília.

Segundo ela, propostas como essa são inconsistentes e aqueles que apostam no quanto pior melhor criam situação difícil para o País. "É público e notório que existe um vaso comunicante entre a economia e a política. É público e notório que há no Brasil o pessoal que torce para o quanto pior melhor. O quanto pior para nós todos, para a população brasileira, quanto melhor para eles, que querem o poder. Que querem encurtar o caminho para o poder", afirmou.

Dilma lembrou que o Brasil é uma democracia, "que conquistamos a duras penas". "Não se tem estabilidade sem democracia. Não tem crescimento econômico sustentável sem democracia. Precisa ter tranquilidade para crescer", completou.

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Tânia Monteiro
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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