segunda-feira, 18 de abril de 2016

Planilha de Dilma com previsão de votos revela seus erros na política


Imagem: Alan Marques / Folhapress
Encerrada a votação de domingo, as planilhas de votos de Michel Temer e Dilma Rousseff mostraram qual lado estava mais preparado para a batalha e afiado na busca de apoios. Enquanto o vice errou apenas por um voto o placar final, o governo descobriu que tinha 26 votos a menos do que o esperado.


Mais do que o erro na contabilidade, as planilhas revelam um dos principais erros da presidente que acabaram levando à aprovação do pedido de impeachment da petista na Câmara dos Deputados.

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Responsável não só pelo mapeamento dos votos mas também, e principalmente, pelas negociações ao lado de Temer, o ex-ministro Eliseu Padilha foi praticamente empurrado para fora do governo quando ocupava a Secretaria de Aviação Civil e acumulava o papel de assessor do vice-presidente na articulação política de Dilma.

O mapa de votos de Padilha, usado para checar como se comportariam os deputados que prometeram votar com Temer, indicava que o impeachment seria aprovado com o apoio de 368 deputados no plenário. O placar final foi de 367.

Já a planilha montada pelo Planalto indicava que o governo teria, entre votos contra a abertura do processo de impedimento da petista, abstenções e ausências 172 votos, o mínimo necessário para barrar a aprovação do pedido.

Ao término da votação, perto de meia-noite de domingo, o placar eletrônico da Câmara mostrava 137 não, 7 abstenções e 2 ausências, um total de 146. Ou seja, nada menos do que 26 apoios que estavam na conta da presidente Dilma não se confirmaram.

A presidente sofreu várias traições, entre elas dos deputados Mauro Lopes (PMDB-MG), Alfredo Nascimento (PR-AM), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Dudu da Fonte (PP-PE). Já no levantamento de Padilha apenas o voto de Fábio Mitidieri (PSD-SE) não se confirmou.

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Valdo Cruz
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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