quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sobe para 90% a chance do processo de impeachment passar na Câmara


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A chance do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff passar na Câmara subiu para 90%, de acordo com análise estatística do professor de economia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Regis Ely.

Se a votação fosse hoje, 73% dos deputados votariam a favor do afastamento. A análise foi feita a partir de levantamento feito pela reportagem com 509 deputados até às 18h30 desta terça-feira (12).


Para que o processo seja aprovado, são necessários votos de 342 parlamentares, ou 67% do total. A Câmara tem 513 deputados e a decisão está prevista para ocorrer no domingo (17).

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A estatística considera que todos os deputados estarão presentes na votação. Cada falta implica um voto a menos a favor do processo. A partir da ausência de mais de 5% (27 deputados), cairia o número de votos favoráveis à saída de Dilma e o resultado da votação se inverteria.

Os dados indicam crescimento da chance de impeachment em relação a levantamento anterior, que contou 71,9% de votos favoráveis ao afastamento de Dilma.

O algoritmo construído pelo professor parte do princípio de que a decisão dos deputados sofre influência do partido e do Estado pelo qual foram eleitos. Com base nisso, ele infere qual será a posição dos que ainda não declararam seu voto (detalhes da metodologia podem ser vistos em regisely.com/blog/impeachment/ ).

Ely atua nas áreas de previsão, análise de dados, séries temporais e finanças.

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EFEITO MANADA

A ordem de votação deve provocar um "efeito manada" entre os deputados, já que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que a votação começara pelos Estados do Sul. A estimativa indica que, registradas as posições do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, o percentual de votos favoráveis ao impeachment já terá atingido cerca de 78%.

Se em algum momento a votação estiver decidida, os deputados podem mudar de opinião ou se abster.

O algoritmo foi construído como exercício de previsão com fins didáticos e de demonstração do uso de técnicas de análise de dados em problemas práticos, afirma o professor da UFPel. Contribuíram com o projeto os professores Cláudio Shikida (UFPel) e Bruno Speck (USP).

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Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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