segunda-feira, 25 de abril de 2016

Zé de Abreu mentiu aos brasileiros ao vivo no programa do Faustão, aponta jornalista


Imagem: Reprodução
O site Imprensa Viva afirma que o ator José de Abreu mentiu ao vivo durante o programa Domingão do Faustão, da rede Globo. O ator participou do programa em meio à expectativa de que se desculpasse por cuspir em um casal, mas isso não ocorreu. Ao contrário, Abreu defendeu o PT e atacou os opositores do partido. Afirmou ainda que a presidente Dilma combate a corrupção. Segundo o jornalista do Imprensa Viva, esse não é o caso: Abreu apenas repete mentiras de Lula, Dilma e do PT. 

Leia o texto do Imprensa Viva: 

O ator José de Abreu mentiu aos brasileiros ao vivo durante o programa do Faustão do último domingo ao recorrer às mesmas narrativas pré-elaboradas pelo PT sobre como abordar determinados assuntos. O ator, que havia cuspido em um casal dois dias antes da gravação do programa num restaurante em São Paulo, afirmou que Dilma foi a presidente que mais combateu a corrupção no país. Assim como os demais simpatizantes do PT, Zé de Abreu não possui uma conduta ética para reconhecer uma série de fatos que acabaram viabilizando a Operação Lava Jato.
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Os verdadeiros responsáveis por uma série de mudanças na legislação do país foram os brasileiros que lotaram as ruas das principais cidades durante as Manifestações de junho de 2013. Àquela altura do governo Dilma, a população já estava farta de tantas denúncias de corrupção no país. O aumento de R$ 0,20 centavos nas tarifas do transporte público foi apenas o estopim para desencadear uma onda gigantesca de insatisfação popular.
Na ocasião, o governo e o congresso ficaram apavorados diante de tamanha demonstração de força, união e patriotismo. Reconheceram se tratar de um movimento genuinamente popular, livre da influência de partidos. Levantes desta natureza são temidos por chefes de Estado em todo o mundo, pois costumam significar pré-revoluções, à exemplo do que ocorria na conhecida Primavera Árabe.
Após uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, onde nenhum dos presentes conseguiu esconder o pânico, a presidente Dilma Rousseff foi aconselhada a tomar medidas em caráter emergencial, antes de se dirigir à nação. Só havia uma forma de conter aquela onda devastadora que se iniciava. Estava clara a necessidade de dar uma resposta urgente à sociedade.
Dilma já havia recorrido à uma estratégia para conter a queda em sua popularidade meses antes, quando reduziu as tarifas de energia, além de ter concedido uma série de benefícios à indústria. A possibilidade de acenar com novos benefícios ou incentivos foi completamente descartada durante a reunião do Palácio do Planalto e também em uma reunião de emergência em São Paulo com Lula e o marqueteiro João Santana. A avaliação geral foi a de que seria preciso uma resposta mais contundente, que alcançasse com mais eficiência uma das principais reivindicações dos manifestantes: o combate à corrupção.
Ao retornar à Brasília, Dilma resolveu seguir as orientações de João Santana e convocou seus principais ministros e auxiliares, pedindo-lhes que apresentassem, com urgência urgentíssima, todos os projetos que estavam engavetados relacionados ao combate à corrupção.
Na mesma reunião, ficou decidido que a bancada governista deveria recuar sobre a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que tornava a investigação criminal prerrogativa exclusiva das Polícias, proibindo o Ministério Público (MP) de apurar crimes diretamente, sem participação policial. A PEC 37, que também fazia parte da pauta das manifestações, foi rejeitada por 430 dos 513 deputados no dia 26 daquele mês.
Mas Dilma precisava de um pacote anti-corrupção mais robusto para apresentar à sociedade o quanto antes e exigiu mais alguma coisa. Pressionado, um de seus auxiliares desencavou a PL 6578 de 2009, que por sua vez, se originou do projeto de lei do senado nº 150, de 2006, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PRB).
A pressa do governo era tão grande para anunciar um pacote anti-corrupção, que não houve sequer tempo para avaliar que tipo de problemas aquilo poderia gerar no futuro. PL 6578 de 2009 foi convertida na Lei 12.850 e aprovada a toque de caixa no dia 2 de agosto de 2013.

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Algumas semanas após o pronunciamento do pacote anti-corrupção é que caiu a ficha: Dilma foi chamada de burra por Lula e por boa parte da cúpula do partido, pois havia acabado de assinar a sentença de morte do PT.
Em resumo, a lei assinada por Dilma, em conjunto com a derrubada da PEC 37, tornou possível o surgimento de nada menos que a Operação Lava Jato. A Lei 12.850 trata justamente das Organizações Criminosas no aspecto penal e processual penal, e trouxe inovações na ordem jurídica que estabelece condições especiais e premiações mais abrangentes a quem colaborar com o processo investigativo ou a instrução criminal, além de, articular modalidades de proteção ao delator.
A aprovação da lei tornou a delação mais atraente para o delator e viabilizou o sucesso da Operação Lava Jato, que teria sua primeira operação deflagrada em 17 de março de 2014, com uma ofensiva sobre as organizações criminosas dos doleiros e Paulo Roberto Costa. Na estréia da Lava Jato, Foram cumpridos 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades de 6 estados e no Distrito Federal.
Portanto, o ator José de Abreu mentiu, Lula mentiu, Dilma mentiu e o PT mentiu. O verdadeiro responsável pelo avanço no combate à corrupção no Brasil foi o povo que foi às ruas em junho de 2013. Dilma simplesmente ficou apavorada com o levante popular a aprovou às pressas uma lei que ela, Lula e o PT tentam sabotar desde então.

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