quarta-feira, 18 de maio de 2016

13 dias antes do impeachment de Dilma, a Ancine autorizou Aquarius a captar R$ 2,9 milhões


Imagem: Reuters
Um protesto regado a muito sorriso por parte dos atores que seguravam as placas rendeu várias manchetes no noticiário dessa manhã. No ato, o elenco do filme Aquarius denunciava em Cannes o que chamava de “golpe” em andamento no Brasil, o mesmo impeachment que o PT pediu contra Collor, Itamar e FHC. Mas as redes sociais são rápidas e logo descobriu-se que o projeto em questão, a apenas 13 dias do afastamento de Dilma Rousseff, foi autorizado pela Ancine a captar R$ 2,9 milhões via Lei do Audiovisual.


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A Lei do Audiovisual difere um pouco da Lei Rouanet. Cineastas costumam preferir a primeira porque, diferentemente da segunda, que banca por renúncia fiscal um máximo de 80% da produção, cobre com dinheiro público 100% do investimento feito por qualquer patrocinador que tope emprestar a marca para os créditos iniciais do filme.

Pelas informações publicadas no Diário Oficial de 29 de abril passado, os produtores do filme Aquarius terão até 31 de dezembro de 2017 para captar junto a patrocinadores o total de R$ 2,9 milhões. Se conseguir, os cofres públicos serão usados para devolver aos anunciantes 100% do valor investido. em outras palavras, até mesmo os 11 milhões de desempregados do Brasil correm o risco de estar pagando o salário dos atores que levantaram as placas em Cannes.



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Editado por Folha Política
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