terça-feira, 10 de maio de 2016

'Serão tratados como criminosos, não como manifestantes', diz Secretário de Segurança de SP sobre MST


Imagem: Reprodução / TV Globo
Cotado para o Ministério da Justiça, que deve ser fundido com a Secretaria de Direitos Humanos em um provável governo Michel Temer (PMDB), o secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, disse que os protestos contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na manhã desta terça (10) foram "atos de guerrilha". Moraes disse que a polícia vai identificar os responsáveis.

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"Eu não diria que foram manifestações. Foram atos que não configuram uma manifestação porque não tinham nada a pleitear. Tinham, sim, a atrapalhar a cidade. Eles agiram como atos de guerrilha. Nós vamos identificar [as pessoas], porque há atitude criminosas, inclusive colocando em risco outras pessoas, como no caso da 23 de Maio e em outros locais onde pneus foram queimados", disse o secretário do governo Alckmin (PSDB).

Manifestantes da Frente Brasil Popular, composta por 65 entidades sindicais, como CUT, movimentos sociais, como MST, e estudantes, bloquearam vias em protesto contra o impeachment no início da manhã na capital paulista.

As declarações de Moraes foram dadas em um evento no Comando-Geral da Polícia Militar. Para o secretário, "a PM agiu rapidamente, desobstruindo as vias em pouco mais de uma hora".

Questionado sobre a expectativa de que os protestos contra o impeachment ganhem força nos próximos dias, com a votação do afastamento de Dilma no Senado, Moraes respondeu que os atos são "fogo de palha".

"Eu tenho absoluta certeza que é fogo de palha isso, até porque o pequeno número de manifestantes demonstra isso, e, se eles se tornarem violentos, serão tratados como criminosos, não como manifestantes."

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Reynaldo Turollo Jr.
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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