sábado, 11 de junho de 2016

Após Lava Jato, empreiteiras menores ganham espaço no mercado


Imagem: ABr
Construtoras de médio porte crescem diante do envolvimento de grandes empreiteiras em denúncias de propina investigadas pela Lava Jato. O escândalo marca uma nova cultura no setor que comemora o direito à livre concorrência de mercado com transparência. Galvão Engenharia, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior são investigadas nos processos da operação pelo juiz Sergio Moro.


O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, José Carlos Martins, destaca que a mudança é salutar para o mercado: “Teremos um país bem diferente e a palavra-chave de tudo isso chama transparência. No instante que houver transparência, tenho certeza absoluta que tudo isso entrará nos eixos. Teremos um mercado mais competitivo, com mais empregos participando”.

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De acordo com os empreiteiros, o modelo de negócios que culminou no Petrolão não tem a mínima chance de resistir. O presidente da Agência Brasileira de Exportações, David Barioni, diz que o BNDES auxilia as médias empresas com linhas maciças de financiamento: “Outras construtoras estão nascendo e construtoras que eram de médio porte estão virando grandes. Nós mesmos estamos ajudando algumas, quase uma dezena, para captar investimentos fora do Brasil e se tornarem grandes construtoras, ocupando o lugar deixado pelas outras que agora estão diminuindo seu tamanho”. Apesar do presidente da Apex dizer que há incentivo ao segmento, o setor reclama que os recursos ainda são escassos. 

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, deposita esperanças na retomada dos negócios: “O Brasil se vende lá fora, mas nós precisamos de financiamento. Em função da Lava Jato, os financiamentos estão paralisados, então as empresas estão asfixiadas e não tem como operar no mercado internacional”.

O crescimento das empresas que estão fora da Lava Jato só não foi maior por conta da crise econômica brasileira. Especialistas acreditam que, ao final da recessão, o mercado será dominado por 300 construtoras de forma individual ou em grupo, através de consórcios.

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Editado por Folha Política
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