terça-feira, 28 de junho de 2016

Entra em fase final investigação de empréstimo do banco Schahin na Lava Jato


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O juiz federal Sérgio Moro determinou, nesta segunda-feira (27/06), que o Ministério Público Federal se manifeste em até dez dias sobre o processo que corre na Lava Jato referente ao empréstimo, realizado pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao Banco Schahin, em outubro de 2004, no montante de R$ 12 milhões. O processo é decorrente da 27ª fase da operação, a Carbono 14.


Bumlai revelou a investigadores da Lava Jato em dezembro que metade desse valor teria abastecido os cofres do PT de Santo André (SP). Segundo integrantes da força-tarefa, cerca de R$ 6 milhões deste empréstimo seriam destinados ao empresário Ronan Maria Pinto para que ele não contasse o que sabia sobre o caixa dois do diretório local e a relação desses recursos com o assassinato do prefeito Celso Daniel, ocorrido em 2002.

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O Ministério Público apresentou, no início de maio, denúncia por crime de lavagem de dinheiro ao empresário Natalino Bertin, ao jornalista Breno Altman, ao publicitário Marcos Valério, ao presidente do Grupo Schahin Sandro Tordin, ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, ao empresário Enivaldo Quadrado, ao corretor Luiz Carlos Casante, ao empresário Oswaldo Rodrigues Vieira Filho e ao dono do “Diário do Grande ABC” Ronan Maria Pinto. Acesse a denúncia. 

Procuradores mostram transferências bancárias para apontar que o pecuarista Bumlai não foi o beneficiário final do empréstimo do Banco Schahin. Mediados pelo juiz Sérgio Moro, Bumlai e Delúbio fizeram acareação nesta segunda-feira (27).

Ambos mantiveram as próprias versões: o pecuarista voltou a afirmar sobre a participação de Delúbio em uma reunião reunião em que foi negociado empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin para Bumlai. O pecuarista tem afirmado, reiteradamente, que o destinatário final era o PT. O ex-tesoureiro do PT nega que tenha feito parte da reunião.

Bumlai, que participou da acareação por videoconferência em São Paulo, falou como testemunha de acusação arrolada pelo Ministério Público Federal (MPF). Já o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares compareceu pessoalmente à Justiça Federal em Curitiba, quando esteve pela primeira vez frente a frente do juiz Sérgio Moro.

A contar os prazos e despachos ainda a serem encaminhados no processo, o juiz Sérgio Moro tende a proferir decisão sobre o processo para daqui, aproximadamente, 30 a 45 dias. Segundo profissionais da Força Tarefa da Lava Jato que acompanham o caso, estes são os últimos passos antes que o juiz determine a sentença no processo. 

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Bárbara Lobato
Jota
Editado por Folha Política
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