quarta-feira, 29 de junho de 2016

'Político vai pensar mais antes de cometer crime', diz Janaina Paschoal


Imagem: Reprodução / TV Senado
A jurista Janaina Paschoal praticamente se mudou para o Senado nas últimas semanas. É uma das responsáveis pela acusação no processo de impeachment de Dilma Rousseff. Os debates intermináveis não a fazem se arrepender “nem um pouco” de ter iniciado o processo que já afastou a petista. Para ela, isso e a Lava Jato farão a classe política pensar antes de cometer crime. Apesar do desgaste pessoal, ela diz que se houver um conjunto de acusações contra Temer ou outro que o suceder, não descarta tomar a iniciativa novamente.
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Valeu a pena
Não me arrependo nem um pouco.

Apoio popular
Você tem políticos sendo investigados por autoridades concursadas e um processo de impeachment iniciado por solicitação de cidadãos. É como se houvesse uma invasão de um ambiente em que os políticos acreditavam que tinham total domínio. Daqui para frente, não é que os crimes não vão mais acontecer. Mas eles vão pensar mais vezes.

Motivação do impeachment
Dilma subiu no palanque em 2014 e muitas vezes mentiu para a população. Teve ainda Lava Jato, TCU, o apoio a essas ditaduras. Quem estava com eles ficava com muito dinheiro desviado. Quem estava contra ficaria como o pessoal hoje na Venezuela. Era preciso dar uma virada nisso.

Helio Bicudo
Quando eu encontrei doutor Hélio Bicudo, que se dispôs a tomar a iniciativa, disse: Por que não? Eu já estava até considerando ir embora do País. Mas estudei a vida inteira para, de certa forma, investir no País. Decidi tentar.

Eduardo Cunha
Ele recebeu a denúncia. Isso é um fato. Agora, não acho que foi um favor. Ele o fez porque a consistência do pedido era inegável. Ele, de certa forma, ajudou a presidente. Porque deu um despacho tirando as pedaladas de 2014 da análise, limitando a discussão a 2015.

Golpe
Eles sabem que não é verdade, mas precisam de um discurso fácil. Até quando eles iam querer desviar dinheiro público?

Partidos e corrupção
Eu não estou aqui dizendo que os outros partidos eventualmente não imponham alguma coisa, mas nada é igual à opressão petista.

Comissão do Impeachment
Se o processo não for encerrado em 180 dias, ele terá continuidade, mas a presidente volta ao cargo. A estratégia deles é tentar fazer ela retomar o poder.

Testemunhas de defesa
Não acrescentam nada. Ninguem aguenta mais. A população está acompanhando e quer participar. Só que as pessoas estão cansando. Não sei nem se é isso que a defesa de Dilma quer.

Financiamento
O dr. Miguel arca com as despesas dele e eu arco com as minhas, desde o princípio. Não quero que ninguém faça vaquinha por causa disso. Foi uma decisão minha participar disso.

Ainhamento partidário
Não sou candidata, não tenho ligação com partido nenhum, não sou filiada. Não recebo nenhuma ajuda de partido. Nada, zero.

Impeachment Temer
É necessário que haja um conjunto de fatores. A gente não está tratando de uma vírgula, mas de uma fraude. Se uma pessoa que está no governo há um tempo apresentar um quadro da mesma magnitude não descarto tomar uma medida novamente.

Vanessa Grazziotin e Gleisi Hoffmann
Gleisi está denunciada por ter envolvimento no Petrolão. Eu li que o marido da senadora Vanessa também… Talvez elas estejam muito envolvidas nessa história toda para poder fazer uma avaliação um pouco mais distanciada.

Sérgio Moro
A coragem dele também me incentivou, mas eu não acho legal o brasileiro continuar criando ícones. De certa forma foi o que aconteceu com o Lula. O Lula virou um semi-deus. E olha o que aconteceu com o País, entendeu?

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Andreza Matais
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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