sábado, 11 de junho de 2016

'Temos socialistas de botequim; entre um champanhe e outro, fazem discursos pelos pobres', diz Gilmar Mendes


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Na avaliação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, a atual crise política brasileira está sendo enfrentada dentro da "normalidade constitucional".

"Com todas as críticas, os embates se dão dentro dos marcos constitucionais", disse o ministro nesta sexta-feira, durante palestra na Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ).

Para Mendes, o impeachment presidencial está "a caminho de se concretizar". "A realidade fiscal não aceita desaforos, brincadeiras com essas questões resultam no estado que hoje nos encontramos. Se formos adotar uma ideologia, que seja a da estabilidade financeira", disse o ministro.

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Apesar de acreditar que a crise institucional esteja sendo enfrentada dentro da legalidade, o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff evidencia que "algum tipo de falha grave nós cometemos", em relação à fiscalização das instituições.

"No ano de 2014, verdadeiras fraudes contábeis foram praticadas para anestesiar a população em ano eleitoral", disse.

Durante pouco menos de uma hora, Gilmar Mendes aproveitou para atacar a gestão econômica do governo da presidente afastada Dilma Rousseff. "Não tem a ver com política de esquerda ou de direita", disse.

"É inegável que o Brasil se tornou uma república egoísta, corporativista. Temos socialistas de botequim, ganham altos salários, cuidam dos seus interesses corporativos e entre um champanhe e outro fazem discursos pelos pobres", afirmou Gilmar Mendes.

Para o presidente do TSE, a crise fiscal deixada pelo governo da presidente Dilma será "um legado muito pesado para as gerações futuras, de dívida e más condições de vida". 

"O legado das pedaladas são 11 milhões de desempregados, filhos que saem da escola porque os pais não tem mais condição de pagar", disse.

Gilmar Mendes cobrou a discussão do modelo de gestão do Estado, com recursos concentrados pela União, em detrimento de Estados e municípios. "Temos que discutir o modelo que consagramos, pensar na sustentabilidade do modelo, não fingir que os recursos dos Estados são ilimitados", disse. "Temos um encontro marcado com essas questões".

Durante a palestra, o ministro do STF elogiou o comportamento das instituições brasileiras no processo de crise política e afastamento de Dilma da presidência. "Devemos estar relativamente satisfeitos de estarmos resolvendo essa crise dentro de marcos institucionais, isso mostra a fortaleza das instituições".

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Robson Sales
Valor
Editado por Folha Política
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