quarta-feira, 20 de julho de 2016

Caso fosse condenada por uso ilegal de carros da filha, Dilma teria que pagar R$ 10 milhões à União


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A revista IstoÉ desta semana divulgou uma reportagem sobre "as mordomias ilegais da família de Dilma". Em texto assinado por Sérgio Pardellas, a reportagem mostra rotina da filha da petista, Paula Rousseff, e revela que os familiares da presidente afastada usam carros oficiais e seguranças para atividades do dia a dia.


Em comunicado oficial, a equipe de comunicação da petista ameaçou processar a revista por ter supostamente ferido a honra dela e de sua família e afirmou que o impresso volta a "cometer mau jornalismo" e que "todas as medidas legais cabíveis serão tomadas contra o repórter, a direção da revista e a Editora Três".

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A IstoÉ relata na reportagem que Paula, o marido Rafael Covolo e os dois netos de Dilma desfrutam de "um serviço VIP" que inclui oito carros oficiais blindados de luxo e 16 pessoas (oito motoristas e oito seguranças, sendo uma dupla em cada automóvel). O texto dá detalhes sobre a rotina da família e chega e divulgar o nome dos locais visitados por Paula, como o cabelereiro, o pilates e o pet shop. As informações foram descobertas pela equipe de reportagem da revista, que passou algumas semanas acompanhando a rotina da família e comprovando o uso ilegal dos serviços.

O uso ilegal dos serviços ocorre há mais de cinco anos, à um custo mensal de mais de R$ 300 mil, pagos com o dinheiro do contribuinte. Caso a presidente afastada tivesse que ressarcir os cofres públicos, teria que pagar cerca de R$ 10.8 milhões. Isso sem a devida correção monetária.

A prática ilegal de Dilma em favor de seus familiares desmente a sua versão apresentada em sua carta de defesa encaminhada à Comissão Especial do Impeachment no Senado. A petista, que não teve coragem de comparecer pessoalmente, afirmou em sua carta, lida pelo seu advogado José Eduardo Cardozo:

"Errar, por óbvio, é uma decorrência inafastável da vida de qualquer ser humano. Todavia, dentre estes erros, posso afirmar em alto e bom som, jamais se encontrará na minha trajetória de vida a desonestidade, a covardia ou a traição. Jamais desviei um único centavo do patrimônio público para meu enriquecimento pessoal ou de terceiros. Jamais fugi de nenhuma luta, por mais difícil que fosse, por covardia. E jamais trai minhas crenças, minhas convicções, ou meus companheiros, em horas difíceis", escreveu Dilma, que distinguiu claramente o desvio para enriquecimento pessoal do desvio em nome do partido.

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Editado por Folha Política
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