quinta-feira, 14 de julho de 2016

Dilma diz que irá ao Senado se defender contra o impeachment


Imagem: Evaristo Sá / AFP
Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, a presidente afastada Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que irá ao plenário do Senado fazer, pessoalmente, sua defesa quando do julgamento final do impeachment. Ela disse que não foi à comissão do impeachment, porque “precisa do voto do conjunto dos senadores e não de parte dos senadores”. A petista disse acreditar que é possível reverter o processo no impeachment em seu favor. E disse que seu coração continua valente — em referência ao lema de sua campanha de reeleição —, mas está “dolorido”. A votação final do processo de impedimento no plenário do Senado deverá ocorrer no fim de agosto.


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— Eu não fui à comissão justamente pelo fato de que a comissão é uma comissão, não tem o conjunto dos senadores, e eu preciso do voto do conjunto dos senadores, não de parte dos senadores. Nosso interesse é falar para todos os senadores. Essa oportunidade que eu tenho, garantida pela Constituição, eu vou utilizá-la — disse.

Dilma também falou do processo de eleição de um novo presidente da Câmara. Segundo ela, a casa tem hoje a oportunidade de se “reerguer”. Ela sugeriu que se busque um candidato que votou contra o seu impeachment e que não seja ligado ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deu início ao processo de afastamento da petista, ao aceitar o pedido de impeachment feito pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior.

— Eu acredito que a posição não só do PT, mas de todos aqueles que têm um compromisso com a reconstrução do processo na Câmara passa necessariamente pela votação de uma pessoa não ligada ao senhor Eduardo Cunha, que tenha independência do senhor Eduardo Cunha. Nós temos de interromper esse processo. O primeiro passo é isso que estamos vendo na Câmara Federal, uma grande quantidade de candidaturas. Dentro dessas candidaturas, nós vamos buscar aqueles que não votaram, que não aprovaram o processo de impeachment — afirmou.

Na entrevista, Dilma disse que as lágrimas derramadas por Cunha, ao anunciar sua renúncia, na última quinta-feira, foram "lágrimas de crocodilo".

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Catarina Alencastro 
O Globo
Editado por Folha Política
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