sábado, 2 de julho de 2016

Segundo New York Times, 'Rio-2016 já é uma catástrofe'


Imagem: Fábio Motta / Estadão
Crise financeira, estado de calamidade pública, não finalização das obras para as competições e de infraestrutura, preocupação com surto de Zika vírus, violência e falta de informações para os turistas. Estes são alguns dos motivos listados pelo jornal norte-americano The New York Times nesta sexta-feira para declarar que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, já são um fracasso. 

Segundo Vanessa Barbara, colaboradora do periódico e colunista do Estado, o Rio de Janeiro não está pronto para receber o evento. Em visita recente à cidade, a brasileira escreve que a próxima sede da Olimpíada "é um enorme canteiro de obras. Tijolos e encanamentos estão empilhados em todos os lugares; poucos preguiçosos trabalhadores puxam carrinhos de mão como se os Jogos estivessem agendados para 2017. Ninguém sabe no que as obras se transformarão, nem mesmo as pessoas trabalhando nelas". 

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Por falta de licença ambiental, a construção da arena do vôlei de praia em Copacabana teve de ser interrompida. Depois disso, a estrutura já erguida foi danificada pelas ondas. Hoje, "ela protege ladrões e turistas então sendo roubados atrás dela. Um trabalhador disse ter visto um homem ser esfaqueado por ali e me aconselhou a ficar longe". 

Mais do que os problemas estruturais, o Rio também enfrenta problemas políticos e administrativos. Segundo o jornal, muitas das obras não servirão tão bem à população após a realização da Olimpíada. "Seis estações foram feitas em uma linha de metrô que conecta a rica vizinhança à beira da praia com o Jardim Oceânico, uma parada perto do Parque Olímpico. Mas a maioria dos moradores do Rio preferiria ver a construção de uma linha diferente, que conectasse o centro da cidade aos municípios menos chiques de Niterói e São Gonçalo, onde muitos trabalhadores vivem, e que custaria metade do preço", detalha The New York Times.

Outro problema com as pessoas das classes mais pobres seria a falta de informações sobre desapropriações. Segundo dossiê do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, cerca de 4.120 pessoas foram realocadas em função dos Jogos. Ainda de acordo com o relatório, "em todos os casos, as retiradas aconteceram sem o acesso dos residentes a informações ou com a ausência de discussões públicas sobre os projetos de urbanização".

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O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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