quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sob aplausos, Carlinhos Cachoeira é preso em hotel do Rio de Janeiro


Imagem: Reprodução / TV Globo
O bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso novamente na manhã desta quinta-feira, 28, no hotel em que cumpria prisão domiciliar em Copacabana. Ontem, em decisão unânime, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinou que o contraventor volte para a prisão.


Cachoeira é alvo da Operação Saqueador, que que investiga supostos desvios de R$ 370 milhões em obras públicas atribuídas à Construtora Delta. Também são acusados de participação no esquema de corrupção os empresários Fernando Cavendish (que controlava a Delta), Adir Assad e Marcelo Abbud e o ex-diretor da Delta Cláudio Abreu, que vão recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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As pessoas que estavam no local aplaudiram quando o bicheiro foi conduzido pelos agentes federais no camburão da viatura. Cachoeira estava no hotel por determinação da Justiça por morar fora do Rio de Janeiro.

Prisão domiciliar

Após serem presos na Operação Saqueador, os acusados deixaram o presídio Bangu 8, no Rio, no último dia 11 e cumprem prisão domiciliar. Eles foram beneficiados por decisão liminar do ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a medida, que era provisória, perde o efeito com o julgamento do mérito do habeas corpus.

O primeiro relator do habeas corpus no TRF-2, Ivan Athié, concedeu liminar para converter a prisão preventiva dos cinco acusados em prisão domiciliar. O Ministério Público Federal recorreu então da decisão e arguiu a suspeição do desembargador alegando que o então advogado de Cavendish, Técio Lins e Silva, tinha defendido o desembargador em ação penal no STF. Foi alegada uma suposta amizade entre Athié e o Técio Lins e Silva. Athié pediu para deixar o caso, embora tenha ressaltado não ter nenhuma ligação íntima com o advogado.

O desembargador federal Paulo Espirito Santo resolveu manter a determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que decretou a prisão preventiva. O relator do caso, Abel Gomes, confirmou a decisão de Espírito Santo.

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Diário do Poder
Editado por Folha Política
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