domingo, 10 de julho de 2016

STJ revoga prisão de lobista investigado em várias operações


Imagem: Sérgio Lima / Folhapress
O ministro Nefi Cordeiro, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), revogou neste domingo (10) a prisão em regime fechado do empresário e lobista Adir Assad decretada na operação Pripyat, deflagrada para apurar suspeitas de corrupção nos contratos das obras da usina nuclear de Angra 3. Conforme a decisão ele cumprirá prisão domiciliar.

"O acusado já se encontrava com tornozeleira eletrônica por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) e o ministro entendeu que esse fato se ajustava de maneira razoável ao caso. A manutenção da prisão em regime fechado era extrema e desnecessária", disse à Folha o advogado de Assad Miguel Pereira Neto.

Leia também: 

Segundo a decisão do STJ, Assad tem que cumprir medidas restritivas como se afastar das empresas, não exercer atividades profissionais, comparecer quinzenalmente à Justiça e a todos os atos do processo sempre que intimado. Ele também não poderá ter contato com os outros investigados e nem deixar o Brasil.

A defesa tenta fazer com que Assad saia do presídio de Bangu 8, no Rio, ainda no domingo, juntamente com o ex-dono da Delta Fernando Cavendish e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Esse foi o terceiro mandado de prisão preventiva decretado contra Assad no último um ano e três meses - nas operações Pripyat, Saqueador e Abismo.

OPERAÇÃO PRIPYAT

Na última quarta-feira (6), a Polícia Federal deflagrou a operação Pripyat, um desdobramento das investigações conhecidas como Eletrolão e Lava Jato. Principal alvo, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da subsidiária Eletronuclear, é acusado de cobrar R$ 12 milhões em propinas, o equivalente a 1% do valor dos contratos da Andrade Gutierrez nas obras da usina de Angra 3.

Os investigadores afirmaram que a quadrilha movimentou até R$ 48 milhões em propinas pagas pela Andrade Gutierrez, o equivalente a 4% de R$ 1,2 bilhão -valor do contrato da construtora nas obras de Angra 3. O custo total da usina é estimado em R$ 14,9 bilhões. O consórcio inclui ainda Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, MPE e Techint. 

Veja também:


 



Bela Megale
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

UOL Cliques / Criteo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...