quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Além de Toffoli, outros dois ministros do STF foram investigados pelo MPF


Imagem: Fellipe Sampaio / SCO
O governo de Michel Temer acompanha com lupa a crise entre o Ministério Público Federal e o STF (Supremo Tribunal Federal). E tem informações de que procuradores tentaram investigar, além do ministro Dias Toffoli, também assessores e familiares de outros dois magistrados da corte. 

O STF trabalha com a mesma informação. 

Leia também: 

O governo tem conhecimento ainda de que um racha contrapõe hoje procuradores ligados a Rodrigo Janot, em Brasília, ao grupo que toca a Operação Lava Jato em Curitiba. As divergências são antigas e já tiveram momentos até mais críticos. 

A divisão poderia estar na origem do vazamento da informação de que Dias Toffoli aparecia nas tratativas de delação premiada da empreiteira OAS. 

O grupo de Janot era contra a inclusão do nome de Toffoli no acordo, já que as informações preliminares dadas pela OAS não configuravam nenhum crime. 

A suspeita é que, incomodados com a exclusão do nome de Toffoli da delação e sem ter como investigá-lo, já que o ministro tem foro privilegiado, procuradores do Paraná espalharam a informação do relacionamento dele com a OAS, que chegou ao conhecimento de jornalistas. Essa seria uma das origens do vazamento. Mas não obrigatoriamente a única. Janot trabalha com a possibilidade de que a empreiteira tenha divulgado dados. 

Gilmar Mendes, do STF, citou o fato de que procuradores do Paraná chegaram a escrever artigo "achincalhando" Toffoli como sinal de que poderiam ter vazado dados contra o magistrado. Questionados, os procuradores não se manifestaram até a conclusão da coluna.

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Mônica Bergamo
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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