quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Dilma decide ir ao Senado para fazer sua defesa contra impeachment


Imagem: Marlene Bergamo / Folhapress
A presidente afastada, Dilma Rousseff, fará pessoalmente sua defesa no julgamento do Senado.

Na manhã desta quarta-feira (17), Dilma procurou a Folha de S. Paulo para comunicar sua decisão.

"Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade", disse a presidente por telefone.


Questionada se não temia atitudes agressivas por parte de alguns senadores, respondeu: "Nunca tive medo disso. Aguentei tensões bem maiores na minha vida. É um exercício de democracia".

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Dilma ficou particularmente incomodada com avaliações veiculadas na imprensa de que ela poderia não ir ao Senado por temer perguntas de seus oponentes e possíveis ataques no plenário do Senado. Essas avaliações levavam em conta o fato de sua ida prever, além de discurso, perguntas por parte de seus julgadores.

"Se eles quiserem que o Brasil veja um show do tipo de 17 de abril (data da votação do processo de impeachment na Câmara)...", disse, deixando implícita a conclusão da frase.

No PT, os incentivadores de seu comparecimento ao Senado diziam que a petista "cresce na adversidade", lembrando que ela, quando ministra, "destruiu" o oposicionista José Agripino ao ser por ele confrontada em uma sessão.

A data de seu comparecimento ainda não está definida. 

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Natuza Nery
Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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