segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dilma protege ditadura de Nicolas Maduro e ataca Serra


Imagem: Cadu Gomes / EFE
Durante conversa com mulheres no Palácio do Alvorada na quarta-feira 17, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) criticou o ministro das Relações Exteriores, José Serra, em razão das acusações feitas contra ele pelo chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, que teria dito que o Brasil havia tentado "como que comprar o voto" do Uruguai no intuito de impedir que a Venezuela assumisse a presidência do Mercosul. O episódio foi esclarecido ontem por Serra após ele ter recebido uma ligação do uruguaio e classificado como "um mal entendido".

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"Impossível um chanceler brasileiro tomar aquela atitude em relação a um chanceler uruguaio. O Brasil não pode se dar ao luxo de achar que compra algum país. Nós não somos imperialistas, nunca fomos, não podemos tratar países desta forma", afirmou Dilma, conforme vídeo do encontro publicado por ela nas redes sociais.

Acusando o governo interino de Michel Temer (PMDB) de "retrocessos", principalmente nas políticas sociais, e reafirmando que irá ao Senado no dia 29 fazer pessoalmente sua defesa aos parlamentares, a presidente afastada deu sinais de um cenário pós impeachment. "É uma luta, sim, e ninguém acha que ela acaba. A minha experiência demonstra que a luta não acaba, ela muda de característica, de forma, ela não acaba para ninguém, a vida é assim."

Ela afirmou que o processo deixará "marcas" no País, independentemente do resultado. "Vamos ser questionados. Se o golpe se concretizar com meu afastamento, ou mesmo que ele não se concretize com meu afastamento, esse é um momento que deixará marcas na democracia", afirmou.

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Daniel Weterman
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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