sábado, 27 de agosto de 2016

Ex-senador Gim Argello chora ao ficar frente a frente com o juiz Sergio Moro; veja


Imagem: Reprodução / Youtube
Réu na Lava Jato, o ex-senador Gim Argello (PTB) negou que tenha pedido propina para empreiteiros investigados na operação para que eles não fossem convocados para Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, em 2014. Argello foi interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, nesta sexta-feira (26), e disse ser alvo de vingança. O ex-senador chegou a chorar durante a oitiva.


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O ex-senador está preso desde abril, quando a 28ª fase da Lava Jato foi deflagrada. Ele responde por corrupção passiva, concussão, lavagem de capitais, organização criminosa e obstrução à investigação. A força-tarefa da Lava Jato afirma que há indícios concretos de que ele solicitou vantagem indevida para evitar que os empreiteiros fossem chamados para depor na CPMI.

O dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, é colaborador da Operação Lava Jato e afirmou em audiência que pagou R$ 5 milhões, em forma de contribuição eleitoral para diversos partidos, para que não fosse chamado na CPMI. 

De acordo com Pessoa, ele aceitou pagar a propina para preservar a imagem da empresa e também a imagem pessoal dele. "[Aceitei] por causa do meu receio de uma explosão de um assunto tão grave como a CPI da Petrobras. Não preciso lhe dizer onde nós desaguamos", disse o empresário em depoimento prestado na quarta (24).

Na versão de Gim Argello, entretanto, houve pedido de doação eleitoral e não de vantagem indevida em função da CPMI. Ele desse que Ricardo Pessoa afirmou que tinha intenção de colaborar com a campanha para o governo e pediu para que o ex-senador encaminhasse resultados de pesquisas eleitorais.


Segundo o ex-senador, Ricardo Pessoa fez doações eleitorais, mas nenhuma diretamente para Argello.

"Não fui desonesto, eu não pedi propina a ninguém, eu não pedi vantagem indevida para ninguém, eu pedi doação eleitoral dentro da lei. Todos eles falavam que tinham espaço fiscal para fazer isso. Eu não sabia, naquela época, que eles eram envolvidos com Petrobras", argumentou o ex- senador.

Argello falou que não tinha medo de fazer requerimento. De acordo com ele, os requerimentos não foram aprovados porque os investigados foram indiciados.  "O pior foi feito, excelência. Foram todos eles indiciados".

Na avaliação do ex-senador, a CPMI não foi pífia, apresentou um relatório robusto e encaminhou o indiciamento para as autoridades competentes.

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Gim Argello afirmou que as acusações de Ricardo Pessoa são uma vingança por causa do indiciamento na CPMI. "Ele devia ter na cabeça dele, Excelência, que quando ele fez essa doação para Brasil, devia estar comprando algum tipo de proteção comigo, podia ser. Mas na minha, excelência, nunca foi isso. Sempre foi doação eleitoral legítima tanto é que nunca teve dinheiro por fora".


No fim do interrogatório, o ex-senador disse que não acredita que Moro trabalhe com a sentença condenatória pronta, como, segundo ele, dizem.

Argello afirmou ter cumprido o mandato de senador com "muita honra". "Não sou isso que o Ministério Público coloca que eu sou, que eu fui desonesto", disse chorando. "Eu não tenho histórico criminal", afirmou.

Voltando a chorar, o ex-senador ainda disse que sempre apoiou a Lava Jato e que continua apoiando, porque não é desonesto.

Jorge Argello

Jorge Afonso Argello Junior, filho do ex-senador, também foi interrogado nesta sexta-feira. Ele é réu no mesmo processo e responde por corrupção passiva e lavagem de capitais. Jorge Argello disse que administra uma empresa do pai e que morou com ele até o começo deste ano.


Jorge Argello negou ter participado de reuniões com o pai e empreiteiros. Ele ainda afirmou ao juiz nunca ter se interessado pela parte política.

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Bibiana Dionísio e Thais Kaniak
G1
Editado por Folha Política
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