segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Janaína Paschoal critica suspensão da delação de Léo Pinheiro após menção a Toffoli


Imagem: Montagem / Folha Política
Em sua conta no Twitter, Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment de Dilma comentou a suspensão da delação premiada de Léo Pinheiro após divulgação da informação de que ele teria mencionado o ministro Dias Toffoli, do STF e do TSE. Paschoal lembra que o mais conveniente teria sido manter as negociações de delação, para apurar a verdade. A professora aponta a importância de se tratar os membros do Judiciário com o mesmo rigor que os outros cidadãos. 


Leia abaixo o texto postado por Janaína Paschoal: 

Consta que a suposta suspensão teria ocorrido em razão de vazamento da existência do acordo para revista semanal.Em primeiro lugar, é muito importante destacar que uma única delação não é suficiente para que alguém seja considerado culpado. O depoimento do colaborador premiado deve ser sempre analisado em conjunto com outras provas.
Leia também: 

A própria matéria veiculada, neste final de semana, não traz informações significativas, em desfavor do Ministro. Para que não pairem dúvidas, que só prejudicam a confiança no próprio Ministro e na Justiça, não é conveniente que se suspenda a delação.É verdade que a legislação que trata da colaboração premiada prevê sigilo. Mas, nos últimos tempos, esse sigilo foi bastante mitigado. O próprio Procurador Geral da República, em suas manifestações, tem apoiado a flexibilização do sigilo em torno das várias colaborações. Seria estranho conferir tanto rigor ao sigilo, justamente quando uma das maiores autoridades do país é citada. A dúvida é deletéria.Não estou fazendo nenhum juízo de valor, mas até para que não haja ilações, entendo ser essencial que o acordo tenha seguimento. Meu entendimento não tem nada a ver com a pessoa do Ministro. Apoio muitos posicionamentos dele.Digo que o acordo tem que seguir porque não concordo com a ideia de que os membros do Poder Judiciário devem ser tratados de forma diferente.Vigora na Justiça o entendimento de que, uma vez envolvido com algo ilícito, o membro do poder judiciário será afastado, com vencimentos.A ideia seria não expor a Justiça, que é o poder considerado mais isento e ilibado de todos.Penso que expor as feridas é o melhor caminho para curá-las. Disse isso muito antes da matéria veiculada, em entrevista à Fecomércio.Caminhamos muito nos últimos meses, caminhamos rumo à transparência. Não podemos permitir recuos. Caia quem tiver que cair!

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Luciana Camargo
Folha Política
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