quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Jurista Hélio Bicudo diz que o impeachment não acabou: 'É um absurdo que Dilma mantenha direitos políticos'


Imagem: Reprodução
Um dos signatários do impeachment, o jurista Hélio Bicudo afirmou, em entrevista à Jovem Pan, que o processo de impeachment não chegou ao fim por conta da decisão do presidente do STF, Ricardo Lewandowski ter fatiado a votação desta quarta-feira (31).

"Não sei por que cargas d'água isso aconteceu. Isso dá a possibilidade de Dilma atuar na vida pública. Isso é uma contradição com o espírito do impeachment", disse o jurista em entrevista ao repórter Fernando Martins.


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Bicudo defendeu ainda que o Supremo Tribunal Federal reexamine a questão tomada hoje, pois Dilma não pode exercer função pública, segundo sua visão. "É uma manobra inconstitucional feita por um político que é contumaz nesse tipo de atuação, que é o presidente do Senado".

Questionado se a tese de "golpe" cai por terra após a decisão pelo fatiamento entre impeachment e inabilitação, Hélio Bicudo reafirmou que "nunca houve golpe".

"Essa coisa toda ocorreu dentro das normas constitucionais. As normas não podem prever golpe. Se ela foi afastada e hoje Michel Temer assume as rédeas da nação, isso se deve ao estamento jurídico e político", finalizou.

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Jovem Pan
Editado por Folha Política
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